Baile dos Vampiros 2012

ZEN DE REGRESSO AOS PALCOS DO PORTO
3 de Março, Hard Club

O Baile dos Vampiros realiza-se, este ano, no Hard Club no Mercado Ferreira Borges, a 3 de Março! Em destaque, o regresso dos ZEN aos palcos do Porto e uma verdadeira maratona temática de bandas sonoras cinéfilas dos anos 1960 até aos dias de hoje, protagonizada por Nuno dos Tornados, André Tentúgal, Schizzofrenik Records vs. Lovers and Lollypops e Mister Teaser.

Os ZEN deixaram saudades. O Baile dos Vampiros tem a honra de apresentar a banda mítica do Porto, após uma década afastada dos palcos. A banda de “UNLO”, “11.00 am” e “Step on” volta como cabeças de cartaz com a sua formação original composta por Rui Silva a.k.a. Gon (voz), Miguel Barros (baixo) e André Hollanda (bateria), tendo como convidado Marco Nunes (guitarra). Num regresso inesperado, e depois de um primeiro concerto com lotação esgotada, voltam ao palco do Hard Club com a mesma energia do seu rock de fusão groove e funk, para aquilo que será certamente um dos grandes momentos da noite.
Serão ainda nomeados o Rei e a Rainha do Baile, com um prémio aos que envergarem o melhor disfarce: Bilhetes para o Super Bock Super Rock com tratamento vip no evento da Praia do Meco.
Passamos a apresentar os restantes convidados deste evento especial.
À meia-noite, Nuno dos Tornados (Why Radio) vai passar pelo Hard Club e fará as delícias dos adeptos dos 60′s e 70′s, desde bandas-sonoras de filmes italianos a hits funky pornográficos. Tudo dentro dos conformes, numa sessão de bons costumes e bailarico à moda antiga no Mercadinho de Horrores.
André Tentugal não vem com We Trust mas sim em nome próprio. O realizador que se revelou um caso sério da música nacional neste início de 2012, parará o tempo para reencarnar a década de 80.
Logo depois, a Schizzofrenik Records, a label e responsável pela direcção artística do Baile dos Vampiros e a Lovers & Lollypops, igualmente editora e promotora do Milhões de Festa, apresentam-se juntas em palco numa batalha pelos anos 90, cujo desafio é ter o maior número de pessoas em palco e aumentar o índice de transpiração e décibeis. Tudo entre amigos, com muitas máscaras e cocktails à mistura.
A preparar-se para  a música de 2000 a 2012, Luís Liberal a.k.a. Mister Teaser receberá todos ao ritmo do melhor disco/funky house, new wave e electro. Nos últimos meses, partilhou a cabine com Erol Alkan, Russ Chimes, Xinobi ou Anoraak, nomes que ilustram bem a sua sonoridade de eleição.
O evento assume-se como uma festa temática de máscaras e cocktails, cujo “dress code” de personagem de cinema transformou a última edição num sucesso, com a maior concentração de mascarados até hoje.
A festa de encerramento do Fantasporto realiza 12 anos, pelo Baile dos Vampiros já passaram nomes como Peaches, Buraka Som Sistema, Ricardo Villalobos, Spektrum, Alexis Taylor dos Hot Chip, Micro Audio Waves, The Gift e Late of the Pier entre muitos outros.

Bilhetes à venda: Rivoli Teatro Municipal no secretariado do Fantasporto e Hard Club a partir de dia 20 de Fevereiro.  Preço: 10€

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Administração e trabalhadores da Cerâmica de Valadares chegam a acordo

A administração e os trabalhadores da Cerâmica de Valadares chegaram hoje a acordo e, segundo fonte sindical, do encontro entre as partes saiu a garantia de que o salário de janeiro será pago até ao dia 20.
Os portões da fábrica de Gaia, que estavam bloqueados pelos trabalhadores há 15 dias, foram abertos para permitir a entrada e saída de materiais.
Fátima Messias, da Federação Nacional dos Sindicatos da Cerâmica disse que, depois da longa manhã negocial, houve “finalmente acordo” entre os intervenientes. “Ao fim de 15 dias e 15 noites, foi feito um acordo com a administração e assinado um compromisso de que o pagamento do mês de janeiro será feito até ao dia 20″, explicou.
Os trabalhadores, após o encontro com a administração, abriram imediatamente os portões.
A laboração em pleno começa às 08:00 de terça-feira.

Solução à vista

Ao fim de oito dias a manifestar-se frente à fábrica, trabalhadores recebem notícia que salários de dezembro podem ser pagos já durante esta semana. Direção da Cerâmica de Valadares consegue adiantamento de uma grande encomenda. Autarquia promove benefícios a trabalhadores com mais dificuldades
Desde as oito horas de terça-feira que os trabalhadores da Cerâmica de Valadares estão em protesto, bem em frente às instalações da fábrica. Em causa estão os ordenados em atraso, referentes aos meses de dezembro e janeiro. Dia e noite, os cerca de 400 trabalhadores vão-se revezando e mostrando o desagrado pelo arrastar desta situação.
Mas parece que a situação será resolvida nos próximos dias. Em comunicado, a empresa fez saber que “a Fábrica Cerâmica de Valadares, SA, assegurou o pagamento de salários em atraso aos seus colaboradores. Este pagamento dos salários é possibilitado por uma grande encomenda realizada pelo Grupo Hagen SGPS”. Segundo o presidente da cerâmica, Galvão Lucas, tudo estará resolvido nos próximos dias, “graças à relação de confiança demonstrada pela Hagen, que aceitou proceder ao pré-pagamento do fornecimento”.
No mesmo comunicado, o administrador conta a sua versão dos acontecimentos nestes últimos dias: “um pequeno grupo de colaboradores da empresa deu início a um boicote à entrada e saída de mercadorias da fábrica em Valadares, em consequência do atraso do pagamento do vencimento do mês de dezembro. Foi nesse momento apresentado pela administração à Comissão de Trabalhadores uma proposta de pagamento do vencimento de dezembro até sexta-feira, dia 3 de fevereiro, e o pagamento do mês de janeiro, que entretanto se venceria até dia 17 de fevereiro. Para cumprir essa promessa, seria necessária a desmobilização do boicote às entradas e saídas da empresa”. Galvão Lucas assegura que essa Comissão aceitou a proposta. Contudo, um “grupo de colaboradores rejeitou o acordo, mantendo o boicote, inviabilizando o normal funcionamento da empresa e a obtenção dos meios necessários para o cumprimento das responsabilidades em tempo útil”.
Apesar destas “dificuldades de tesouraria”, Galvão Lucas assegura que a cerâmica “mantém um nível de encomendas muito significativo, que permite a sua viabilidade”. Esta situação que agora se vive na fábrica de Valadares acontece à semelhança da problemática financeira que se passa no país, onde as limitações ao crédito dificultam em grande medida o normal funcionamento na relação com fornecedores e clientes”.
Atualmente, a Cerâmica de Valadares exporta quase 70% da produção para cerca de 50 países.

Câmara de Gaia vai ajudar trabalhadores em dificuldades
O presidente da câmara municipal também foi ouvir os trabalhadores. Neste sábado de manhã, deslocou-se as instalações (acompanhado do filho Luís Menezes, na qualidade de deputado da Assembleia da Republica) e conversou com os funcionários que continuam em protesto.
Depois de os ouvir, o autarca garantiu que vai levar a reunião de câmara, já nesta semana, uma proposta para diminuir as tarifas municipais aos trabalhadores da cerâmica que se encontrem em maiores dificuldades. Água, lixo, saneamento e prestações nas escolas deverão ser reduzidas, desde que se justifique economicamente.
Esta é uma das formas com que a autarquia pretende ajudar estes trabalhadores, mas não só. O município vai associar-se às juntas de Vilar do Paraíso e Valadares e montar um local de atendimento para sinalizar os trabalhadores que se encontrem em maiores dificuldades financeiras, resultantes dos dois salários em atraso.
Também nos próximos dias, o presidente da câmara conta reunir deputados das várias forças políticas para encontrar uma forma de garantir “um pacote de ajuda mínima” às famílias que atravessam mais dificuldades, não só da Cerâmica de Valadares, mas também em mais uma ou duas situações agudas de desemprego que estão a suceder em Gaia.
“A câmara não é um sindicato, nem o ministério da Economia, o seu papel é aconchegar as dificuldades das pessoas, de acordo com as competências que tem e é isso que estamos a fazer”, justificou o autarca gaiense.
Menezes aproveitou ainda para apelar ao Governo no sentido de que as receitas do aumento do IMI – “que é lançado este ano a título excecional e que não vem para as Câmaras” – , possa ser “repensado no caso de trabalhadores desempregados”.
Quanto à fábrica de Valadares, o edil recordou que “a câmara resolveu problemas a esta empresa há dois ou três anos atrás, quando valorizou estes terrenos de uma forma brutal para fazer aquilo que era óbvio, que era negociar com a banca e transferir esta empresa para outro local em Valadares onde fosse possível ter um outro layout, que aumentasse a capacidade produtividade da empresa”.

Cerâmica de Valadares está parada

Hoje mesmo, os trabalhadores da Cerâmica de Valadares reuniram em plenário e decidiram  parar de imediato a laboração. Esta deliberação vigorará, pelo menos, até receberem os salários referentes aos meses de dezembro e janeiro.
“Os trabalhadores decidiram não ir trabalhar enquanto não receberem”, informou o representante do Sindicato dos Cerâmicos do Norte, Manuel Mota.
Paralelamente, os funcionários irão permanecer em frente à instalação da fábrica até serem recebidos pela administração.
De recordar que, no final de dezembro, a fábrica esteve parada devido à falta de verbas para pagar o gás.
Apesar da administração ter revelado, este mês, que haveria “alguém interessado” na viabilização da empresa, até hoje nunca mais se soube qualquer pormenor sobre o potencial interesse.

Douro Marina inaugurada no próximo sábado

A inauguração da Douro Marina é já no próximo sábado, dia 4 de Fevereiro.
A primeira fase da construção da Douro Marina está concluída, disponibilizando 300 lugares de amarração para embarcações na Foz do Douro e garantindo os apoios básicos de suporte aos clientes.
A segunda fase da construção chega ao fim em Julho, com a abertura de uma zona comercial inovadora que reunirá espaços comerciais e de restauração, para apoio das actividades náuticas, mas também para os habitantes locais e visitantes em geral.

A cerimónia de inauguração conta com um concerto (gratuito) do portuense Rui Veloso, a partir das 17 horas.

Gaia continua fiel ao S. Gonçalo

O relógio marcava as 17 horas. Mais minuto. Menos minuto. E em redor da igreja de Mafamude já centenas de gaienses esperavam pelo santo padroeiro. Nem o frio e a chuva demoveram os presentes. Casacos, cachecóis, luvas e gorros faziam parte da indumentária de grande parte da assistência.
Na rua estava a primeira festividade do ano. De Gaia e do país. O São Gonçalo, o padroeiro dos barqueiros do rio. Mas o santo não anda só. A par dele estão as figuras de São Roque e de S. Cristóvão. Os Mordomos dos Mareantes do Rio Douro transportam, durante a festividade, a imagem de S. Gonçalo, a cabeça de S. Cristóvão (padroeiro das gentes do mar) e um terceiro elemento que encarna a figura de São Roque. As Comissões Antiga e Nova da Rasa transportam a imagem de S. Cristóvão e a cabeça de São Gonçalo. Os três grupos desfilam durante todo o dia pelas freguesias de Santa Marinha e Mafamude, arrastando com eles centenas de pessoas.
E os gaienses vão passando, beijando as imagens e pedindo por um ano melhor. Os mais velhos aproveitam para ir rezando enquanto assistem à passagem.
E tudo termina na igreja de Mafamude. “Aqui vai o S. Gonçalo” é a expressão que capta a atenção da assistência. Aproximavam-se os primeiros mordomos. A Comissão Antiga da Rasa (a Rasa de Cima) foi a primeira a chegar. E notou-se. Os cânticos ecoaram e aqueceram os ânimos dos presentes. Os mais novos gritavam ‘o santo é nosso’ e os devotos respondiam com o tradicional ‘e é é é’! Entraram na igreja, rezaram e seguiram-se as três voltas ao templo. No final, um pequeno compasso de espera para receber os mareantes. Depois de se cumprimentarem, os mordomos dos mareantes deram início à mais esperada entrada de igreja. Metodicamente, os ajudantes vão confirmando que os rituais estão a ser seguidos à risca. As figuras dos padroeiros devem entrar na igreja de costas para o altar. Ou correm o risco de perder o S. Gonçalo para uma das comissões. Mas tudo correu pelo melhor. Os mareantes continuam com a responsabilidade mor no S. Gonçalo.
Depois da reza, os mordomos ‘devolvem’ à população a imagem do santo e em uníssono ostentam a alegria de a transportar. Este é possivelmente o momento alto da festividade. Centenas de pessoas se empurram e gritam ‘o santo é nosso’. Entre empurrões e gritos, todos se sentem abençoados pelo santo e pelo sentimento de dever cumprido. Seguem-se as voltas à igreja, com mais ou menos empurrões.
A Comissão Nova entra agora em cena. Mais beijinhos e pedidos aos santos. E mais uma reza. As músicas vão mudando apenas pelo tom de vozes. ‘Aqui vai o S. Gonçalo’ e o ‘Santo é nosso’!
O que não faltou, nos três grupos, foi mesmo o barulho dos bombos. Os tambores grandes e pequenos levados por velhos, novos e crianças são imagens de marca da festa de janeiro.
Mesmo no final, a chuva miudinha fica mais grossa. A multidão dispersa e os comerciantes arrumam as trouxas. O negócio estava feito.
Restavam as farturas, queijos e presuntos. A fome aperta depois da espera. As farturas assumem no final o papel mais importante. É na primeira festa que se comete o primeiro pecado da gula anual. Pelas filas, certamente o pecado se transformou em satisfação.
Entre tradição, comércio e empurrões, salvam-se os santos padroeiros. Para o ano voltam à rua… se Deus e os santinhos assim o quiserem…

O santo é nosso
O vereador da cultura, Mário Dorminsky, reconhece a popularidade do S. Gonçalo: “A primeira Festa do ano…uma festa sacro, mas também pagã que, apesar disso, culmina na Igreja de Mafamude aos gritos de “o santo é nosso”. As portas da igreja estão assim abertas para receberem a cabeça de S. Gonçalo que os Mareantes do Rio Douro têm de levar junto do altar que faz parte da tradição secular da Festa”.
E se esta festa é importante, muito se deve à adesão popular que se vai mantendo. “Cá por fora, estão sempre centenas de pessoas. Este ano a chuva (miudinha) que se fez sentir não impediu a manutenção, diga-se que recente, de uma autêntica romaria popular onde não faltavam os tachos para venda ou as bifanas nas dezenas de “barracas” ali montadas. As farturas continuaram a ser um sucesso e a música “pimba” o som de fundo que animou quem aderiu a esta festa secular. Foi mais um S. Gonçalo. Para o ano há mais”.

São Gonçalo
São Gonçalo é o santo português que, logo depois de Santo António de Lisboa, goza da maior devoção, sobretudo a Norte de Portugal.
Gonçalo nasceu em Tagilde, concelho de Guimarães, em 1187. Estudou na Arquidiocese de Braga e, ordenado sacerdote foi nomeado pároco de São Paio de Vizela.
Seguindo a corrente piedosa do seu tempo, empreendeu uma longa peregrinação a Roma e a Jerusalém.
Após o regresso, estabeleceu-se em Amarante, onde, a par do zelo apostólico, se entregou à vida contemplativa.
Faleceu no ano de 1259. A biografia está recheada de um sem número de lendas, entre as quais a que se refere à construção (ou restauro) da ponte sobre o Tâmega, em Amarante.
Ao lado desta ergue-se o mosteiro que D. João III mandou construir em sua honra.
São Gonçalo foi beatificado pelo papa Pio IV, em 1561.
Liturgicamente, celebra-se a memória de S. Gonçalo no dia 10 de Janeiro.

Oração
Ó Deus, Vós manifestastes as vossas maravilhas na alma do Vosso servo Gonçalo, inflamada no amor do Vosso nome; concedei-nos a graça de, à sua imitação, termos sempre o pensamento em Vós e fazermos com fervor o que Vos é agradável.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amen.

Boletim digital da AM já pode ser consultado

Já está on line a segunda revista digital da Assembleia Municipal de Gaia. Anualmente, este órgão deliberativo publica o que aconteceu durante os últimos 12 meses e que envolve a realidade da cidade. “Esta revista foi elaborada para ser consultada por todos os senhores deputados municipais, por todos os muníci-pes e por todos os órgãos autárquicos municipais e de fregue-sia”, explicou o presi-dente da AM. César Oliveira “dá, desta for-ma, a conhecer todas as deliberações deste segundo mandato” e que são “muito impor-tantes para o municí-pio”.
Todos os partidos que compõem a as-sembleia tem direito a umas páginas de comunicação na revista. O presidente da AM também quis que esta publicação incluísse todos os eventos em que a assembleia esteve presente e duas iniciativas muito concretas: a Assembleia Solidária e uma visita dos deputados gaienses à Assembleia da República, a convite do deputado social-democrata Luís Menezes.
Na revista são publicadas as deliberações das 15 sessões da AM e ainda de sete encontros de trabalho com os líderes parlamentares. Desta forma, o autarca considera que haver uma maior proximidade com os munícipes e, quem sabe, atrai-los às sessões que decorrem.
“No passado eram muitas reuniões e sessões. Hoje não. Cumprimos com o que exige a lei, mas temos muito mais cuidado e somos rigorosos. Temos mais contenção com os custos”. César Oliveira gosta de salientar que ponto fundamental é a do período de intervenção do público. Apesar de estar regimentado que os munícipes falam apenas no final, o presidente da AM assegura que está estipulado que fale perto da meia-noite, mesmo que seja necessário interromper a ordem de trabalhos. O importante mesmo é “que o público fale em todas as sessões e a horas decentes”.
César Oliveira tem ainda um desejo para este mandato: “gostaria muito que as assembleias fossem transmitidas on line para os munícipes. Penso que seria muito positivo. Já levei este desafio ao sr. presidente da câmara. Vamos ver se será possível. Ainda tenho expectativa que o possa realizar durante o meu mandato”.
Se está interessado vá a www.cm-gaia.pt e procure o link Autarquia. Depois clique em Assembleia Municipal e, por fim, Boletim Digital AM. Este órgão está apenas à distância de alguns cliques.

Jorge Palma (en)cantou

Foi ‘Com todo o respeito’ que Jorge Palma chegou e encantou o auditório municipal de Gaia, na última sexta-feira.
A casa cheia mostrou que Gaia há muito esperava para ver o cantor. Aliás, os bilhetes esgotaram rapidamente, mostrando que este continua a ser um dos artistas mais procurados. 300 pessoas preencheram os lugares e fizeram parte de uma noite mágica, intimista e clássica.
Palma tocou velhos temas, mas não esqueceu o mais recente álbum.
A novidade foi o acompanhante. Se um Palma já agrada muita gente, dois superam a oferta. O pai Jorge trouxe a Gaia o álbum novo e o filho Vicente. Uma simbiose perfeita de inspiração dos Palma durante cerca de duas horas de espetáculo
Bem-disposto, trocou várias vezes palavras com o público e presenteou os seguidores com dois encores.
Para o final escolheu o mítico ‘Portugal, Portugal’… levando ao rubro o público. Não se sabe de que está à espera o país, mas, seguramente, os fãs de Palma estão à espera de um novo concerto como este!

Cultura em alta
Visivelmente satisfeito estava o vereador do pelouro da Cultura de Gaia: “Foi um início interessante para um dos conceitos que vamos desenvolver em 2012″. Mário Dorminsky salienta que este ano o pelouro pretende “dar voz aos cantores e bandas portuguesas, no fundo à música que se vem fazendo em Portugal”. Isto sem esquecer que este é “um ano em que é cada vez mais difícil para os agentes e produtores conseguirem fazer o número de espetáculos a que se habituaram nos últimos anos”. Ainda assim o autarca assegura que “cabe também, dentro das possibilidades aos organismos oficiais, tais como uma câmara, apoiar a Cultura, e levá-la aos cidadãos, e é isso que vamos fazer. Em parcerias ou em produções próprias, o pelouro da Cultura vai apresentar programas de características diferenciadas que trarão a Gaia cerca de 20 a 25 nomes importantes da música portuguesa”.
Quanto ao concerto, Dorminsky descreveu-o como “um êxito”, revelando que o “espetáculo esgotou com dez dias de antecedência e a reação ao mesmo foi calorosa da parte do público. O cantautor saiu satisfeito após realizar um programa de duas horas consecutivas, mais meia hora do que estava previsto”.

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Primeiro aniversário do falecimento de Nelson Cardoso

Por altura do primeiro aniversário do falecimento do Dr. Nelson Cardoso que nos deixou a 19 de Janeiro de 2011, a Gaianima lembra o Homem, o Profissional e o Amigo.

A sua presença mantém-se por onde passou, pela obra e amigos que deixou.

A Administração da Gaianima, EEM e os seus Colaboradores prestam a devida Homenagem.

(HOJE, dia 19, pelas 19h00, tem lugar missa a celebrar a sua memória, na Igreja da Senhora da Hora)

VI CALE-se Festival Internacional de Teatro

Maria do Céu Guerra homenageada deste ano

Começa no próximo 21 de Janeiro a sexta edição do “CALE-se” Festival Internacional de Teatro, único certame do género a nível nacional com carácter competitivo, numa parceria com o pelouro da Cultura de Gaia, a freguesia de Canidelo e empresas privadas, organizado pelo Cale Estúdio Teatro – Associação Cultural de Actores. Esta edição é apadrinhada pela actriz Maria do Céu Guerra, que estará presente na sessão de abertura do festival, ocasião em que será também homenageada.

O festival visa a participação de grupos de teatro não profissionais, numa estrutura de oito espectáculos a concurso, que vão disputar os “Prémios CALE”, atribuídos por um júri e também pelo público e que distinguem as melhores prestações nas várias áreas a concurso, como Interpretação, Encenação, Cenografia, Figurinos, Luz e Som.

A abrir o Festival será apresentada a comédia “Efabulação”, da autoria de Nuno Leão e Nuno Nunes, pelo grupo AJIDANHA (Idanha-a-Nova).

A edição de 2012, enquadrada no âmbito do 26º aniversário do Cale Estúdio Teatro, vai decorrer aos sábados até 24 de Março, nas instalações da Associação Recreativa de Canidelo (Rua do Meiral, 51 – junto ao cruzamento dos 4 Caminhos), em Vila Nova de Gaia.

Os espectáculos têm início às 22h00. Os detentores de Passaporte Cultural beneficiam de uma redução de 50% no preço do bilhete. Bilhete normal: 3 Euros. Bilhete Passaporte Cultural: 1,5 Euros. Bilhete duplo: 5 Euros. Bilhete duplo Passaporte Cultural: 2,5 Euros

Trabalhadores da Cerâmica de Valadares protestam junto à câmara

Esta manha, perto de 150 trabalhadores da Cerâmica de Valadares estiveram em frente ao edifício dos Paços do Concelho, sendo depois recebidos pelo presidente da câmara de Gaia.
Filipe Menezes assegurou que vai pedir uma reunião ao ministro da Economia, procurando ajuda para resolver os problemas que assolam a empresa.
O coordenador da comissão de trabalhadores da unidade transmitiu esta vontade do autarca aos restantes trabalhadores, mas mantém-se preocupado com a situação. Daniel Gonçalves afirmou que a administração da empresa tem a intenção de retomar a laboração na segunda-feira, após a paragem forçada desde dia 29 de dezembro por falta de dinheiro para pagar o gás.
O que ainda não foi confirmado é se o pagamento dos salários relativos a dezembro vai se efetuado.
Recorde-se que a Cerâmica de Valadares existe há mais de 90 anos, alberga 420 trabalhadores e está paralisada há vários dias por dificuldades financeiras.
Na próxima terça está agendado um plenário de trabalhadores com o intuito de estabelecer novas formas de luta.

PCP crítica “demagogia da câmara sobre Cerâmica de Valadares”
A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP não tardou em reagir. Reafirma “a sua solidariedade ativa para com os trabalhadores em luta da Cerâmica de Valadares” e salienta que “não é com palavras vãs e de circunstância que se resolvem os problemas dos trabalhadores desta empresa”.
Os comunistas afirmam que “o papel da Câmara Municipal neste processo é lamentável e denota a postura demagógica que caracteriza a postura deste executivo”. E explicam: “Se por um lado defendem o conjunto de medidas contidas no acordo de ingerência externa, vão reafirmando em múltiplas circunstâncias a necessidade dos ‘sacrifícios’, por outro são capazes num exercício de dupla personalidade impressionante na presença dos trabalhadores, são capazes de considerar infame o corte dos subsídios de natal.
A concelhia aponta ainda o dedo às afirmações de Menezes: “A câmara teve conhecimento que o Ministério da Economia acompanha o caso desde há 3 meses – Que medidas foram tomadas? (além de tentar convencer a fornecedora de gás e eletricidade a facilitar o pagamento das faturas – recorda-se aqui quem quer liberalizar o acesso a estes principais custos de produção, PSD/CDS-PP). Afirmou que manipulou o PDM de acordo com os interesses da fábrica – ‘valorizou’ os terrenos da Cerâmica ao permitir a construção e ‘desvalorizou’ os terrenos para onde a fábrica se irá deslocalizar – e que está disponível para permitir a construção de ‘torres’ para os valorizar ainda mais!
O PCP fez-se representar nesta jornada de luta pelo deputado municipal por Jorge Sarabando e o membro comunista António Gonçalves. A delegação aproveitou para informar os trabalhadores que o PCP questionou o Governo sobre esta situação, exigindo medidas que permitam a laboração da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.

Incêndio em Gaia faz um morto

Durante a madrugada de hoje, uma mulher perdeu a vida na sequência de um incêndio que deflagrou no apartamento em que vivia. O impacto do fogo foi tremendo, deixando o quarto completamente destruído.
A vítima teria perto de 60 anos e estaria a dormir. Tudo indica que terá sido um curto de circuito que provocou o incêndio, na Rua Fialho de Almeida.
“Recebemos o alerta quando as chamas já estavam a sair pela janela”, disse o comandante dos bombeiros de Gaia, em declarações à imprensa. “Saímos imediatamente e extinguimos o fogo muito depressa, mas infelizmente a senhora estava já sem vida”, acrescentou Salvador Almeida.

‘Apagão’ em Gaia

Esta madrugada, durante cerca de uma hora, a freguesia de S. Félix da Marinha sofreu um apagão. Uma vez mais, esta situação aconteceu devido a um roubo de fio de cobre num posto de transformação da EDP.
Foram roubados 64 metros de fio, que provocou alguns transtornos na freguesia, nomeadamente em algumas residências e iluminação pública na área envolvente. O alerta foi dado por volta das 4h30 e, uma hora depois, tudo estava resolvido.

Encerramento da repartição de finanças nos Carvalhos é uma “injustiça”

Luís Menezes foi até Pedroso e mostrou-se solidário com a comunidade. Social-democrata quer a reabertura do espaço. PS Gaia espera que o deputado consiga reabrir balcão

Foi no inicio de Fevereiro que a 3.ª Repartição de Finanças de Gaia encerrou. Situado no coração dos Carvalhos,  este espaço servia mais de 100 mil pessoas, moradores da área sul/interior do concelho, nomeadamente das freguesias de Grijó, Olival, Pedroso, Perosinho, Sandim, S. Félix da Marinha, Seixezelo, Sermonde e Serzedo.

Passados todos estes meses, a população ainda não se conforma com este encerramento. Para resolver qualquer problema tem de ir até ao centro da cidade e isso acarreta uma grande deslocação. Questões como o selo do carro pode transtornar horas dos gaienses que moram numa daquelas nove freguesias.

O deputado social-democrata, eleito pelo circulo do Porto, visitou ontem mesmo o espaço para se mostrar ao lado da comunidade e para salientar que não esqueceu esta questão. Pelo contrário: “farei tudo para reabrir esta repartição de finanças”.

Luís Menezes está de acordo que o governo cumpra com o memorando da troika, que continue a dinamizar e requalificar os serviços de finanças, mas que reconsidere o caso dos Carvalhos. Pode ser” encerrada, por exemplo, a repartição da rua 14 de Outubro” e reabrir esta. No entendimento do social-democrata, não tem lógica “fechar a única que não está no centro da cidade”.

Acusou o governo de não conhecer a realidade municipal, arrastando as críticas às estruturas socialistas. Esta foi uma decisão feita às “escondidas, com a conivência do PS distrital e do PS Gaia, sem ter o cuidado de fazer o melhor para a população”.

Este espaço é adequado às exigências, bastando apenas “umas pequenas obras de requalificação” para o melhorar, assegurou.

O deputado da nação vai agora pedir uma audiência ao Ministério da Justiça para mostrar esta “injustiça” que envolve a deslocação de 100 mil pessoas, maioritariamente idosas.

Eduardo Vítor Rodrigues responde às acusações

Dez meses depois do encerramento, este é um tema apartidário. Luís Menezes lamenta a decisão, assim como os socialistas gaienses: “o PS Gaia sempre contestou a decisão do governo de encerrar as Finanças dos Carvalhos, decisão que consideramos errada. Disse-mo-lo e lutamos contra a decisão do Governo PS. Infelizmente, não conseguimos reverter o processo”, afirmou o líder do PS local.

Quanto às críticas de “conivência”, Eduardo Vítor Rodrigues refuta-as totalmente e explica: “a prova que o PS concelhio não teve conivência nenhuma está no voto na assembleia municipal e na proposta que os deputados do PS na assembleia da república apresentaram, contra o próprio governo, na altura do PS. Hoje o governo é PSD/CDS e o que as pessoas esperam do dr. Menezes é que consiga repor a situação junto do governo do seu partido. Nós estamos aqui para ajudar. Se o conseguir, terá o nosso aplauso; se não o conseguir, fica demonstrado que, afinal, o PSD concorda com a decisão e limitou-se a fazer populismo barato em época eleitoral. O passado foi julgado nas urnas; o que as pessoas de Gaia esperam é que o dr. Menezes corrija os erros em vez de lamuriar sobre eles”.

Ilda Figueiredo subsituída no Parlamento Europeu

A comunista Ilda Figueiredo vai ser substituída no Parlamento Europeu (PE) já no próximo dia 18 de Janeiro. A eurodeputada cessará funções e será a vez de Inês Zuber assumir o lugar. Esta mudança surge no âmbito da política de renovação de quadros, muito característica do Partido Comunista Português.
Ilda Figueiredo considera que esta mudança foi concretizada com a sua “participação, iniciativa, vontade e acordo, apesar de acontecer a meio do mandato que termina em 2014. Esteve no PE durante 12 anos, curiosamente o mesmo tempo que esteve como deputada da Assembleia da República. O PCP classifica o trabalho desenvolvido ao longo de mais de uma década de “uma dedicada, incansável e qualificada intervenção que, no quadro do trabalho colectivo em que se inseriu, em muito contribuiu para o valioso património e prestígio da intervenção do PCP no PE, assim como do Grupo Confederal da Esquerda Unitária / Esquerda Verde Nórdica, assumindo, no quadro da orientação geral do PCP relativamente às questões da União Europeia, a intransigente defesa dos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo português, do interesse e soberania nacionais e a luta por uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos como grandes prioridades da sua intervenção ao longo dos sucessivos mandatos no PE”.
Inês Zuber é socióloga, tem 31 anos e foi candidata ao Parlamento Europeu nas eleições de Junho de 2009.
A gaiense continuará ligada ao partido, agora apenas como membro do Comité Central do PCP, com tarefas, responsabilidades e intervenção no plano nacional. Paralelamente, deverá continuar activa na defesa da paz e a amizade entre os povos, no quadro das recentes responsabilidades por si assumidas no movimento da paz português.
Ilda Figueiredo será agora substituída por Inês Zuber, socióloga, de 31 anos de Idade, candidata ao Parlamento Europeu nas Eleições de Junho de 2009.
Foi membro do Comité Central do partido entre 2004 e 2008 e candidata pela CDU à Câmara Municipal de Lisboa. Integra actualmente o Organismo de Direcção da Cidade de Lisboa do PCP e é membro da Direcção da Associação de Bolseiros de Investigação Cientifica.

Mais uma oportunidade perdida

Reunião extraordinária da Assembleia Municipal discute Livro Verde. CDU, BE e PSD/CDS-PP apresentam moções, mas apenas é aprovada a da coligação de direita. PS foi o único partido sem moção. Apesar de muito público presente, ninguém questionou a nova reorganização de freguesias que a cidade vai ser obrigada a fazer

No final da semana passada, a Assembleia Municipal encheu-se de gaienses. Desta vez, os temas em debate foram os princípios orientadores do Documento Verde da Reforma da Administração Local.

De um lado, o PS, o Bloco e a CDU, mostrando o desagrado quanto ao Livro Verde. Do outro, PSD e CDS mostraram que este é um bom plano para Portugal. E, com excepção dos socialistas que se limitaram a contrariar ou apoiar, foram apresentadas moções. Ao todo quatro documentos à discussão do BE, dois da CDU e uma outra conjunta do PSD e CDS.

O BE apresentou moção que visa a constituição de uma “comissão eventual para a dinamização do debate sobre a reforma do mapa autárquico, com o objectivo de, em colaboração com os órgãos autárquicos das freguesias, dinamizar em Gaia um debate público descentralizado sobre eventuais alterações a introduzir no mapa das freguesias gaienses. Esta Comissão deverá integrar pelo menos um representante de cada grupo político representado na Assembleia Municipal e deverá concluir os seus trabalhos no prazo máximo de 60 dias”. Esta proposta surge para tentar melhorar o “caminho apontado pelo Governo no “Documento Verde da Reforma da Administração Local” já que, na opinião dos bloquistas, este documento “não serve”. E explicam: “desde logo porque procura tratar este problema exclusivamente com base em critérios tecnocráticos, de tipo matemático, incapazes de abranger toda a complexidade do que é a relação das populações com o território e todo o conjunto de especificidades locais que em cada caso importará ter presente. Além do mais, importa preservar o carácter de proximidade às populações que caracteriza as freguesias e que as distingue de qualquer outro tipo de unidade administrativa”.

A moção foi reprovada por maioria, contando apenas com a aprovação dos dois elementos do bloco e as abstenções de 14 socialistas e do presidente da junta de Gulpilhares, Alcino Lopes.

A CDU apresentou duas. A primeira de solidariedade com as decisões aprovadas e tornadas públicas no XIII Congresso da Associação Nacional das Freguesias. Durante este encontro, a ANAFRE deliberou e mostrou uma postura contra o Livro Verde. Os delegados no congresso concluíram que “A ANAFRE e as freguesias rejeitam, claramente, a Reforma da Administração Local proposta no Documento Verde;  entendem que o “Documento Verde” não preconiza um modelo adequado à realidade social portuguesa nem garante ganhos de eficácia e eficiência para o Poder Local, nem respeita a vontade das populações; entendem que o modelo de Reforma do Poder Local deve obedecer ao princípio democrático da consulta popular e auscultar as populações;  querem  ver clarificada a partilha das competências próprias e reforçado o seu elenco, através da conversão das competências delegadas em próprias das freguesias; e subscrevem o modelo eleitoral actual, quanto à constituição dos Órgãos das Freguesias, é adequado, necessitando, apenas, de alguns ajustes na constituição do Órgão Executivo”. Esta foi uma acção rejeitada pela maioria.

A outra moção dos comunistas, também rejeitada por maioria, foi no sentido da Assembleia Municipal vetar o Livro Verde. “Para a CDU, o Documento Verde, pelos seus critérios e princípios orientadores, pelas suas incongruências, pelo seu espírito anti-democrático, pela gravidade das suas consequências se levado à prática, deve ser rejeitado”.  E explicam com vários motivos, sendo um deles a organização do território. Para a CDU, esperada extinção de freguesias e de municípios, através de fusões “não dá resposta a qualquer necessidade objectiva e por si não vai gerar os ganhos de escala referenciados. As poupanças expectáveis nunca foram solidamente fundamentadas, e alguns números miríficos entretanto adiantados, nomeadamente pelo presidente da câmara de Gaia, não têm sustentação credível, para além de esconderem o acréscimo de despesas que as novas entidades implicam. Por outro lado, os critérios orientadores, susceptíveis de diferentes interpretações, como se tem visto, são dominantemente geográficos e demográficos, típicos de quem pretende redesenhar um novo mapa a partir de um gabinete, a compasso, régua e esquadro, segundo indicadores numéricos e quantitativos, mas longe do conhecimento das realidades locais. Se a extinção de freguesias não oferece qualquer vantagem notória, comporta, ao mesmo tempo, sérias desvantagens: passa por cima das raízes históricas e identitárias, afasta os centros decisores dos cidadãos que os sufragaram, limita fortemente a democracia de proximidade, elimina, reduz ou encarece serviços prestados à população, sobre-tudo a de menos recursos, promove a desertificação nos meios rurais, marginaliza a competência e a dedicação de inúmeros autarcas que dão um inestimável contributo para o bem-estar e qualidade de vida de pessoas e comunidades”.

Moção de direita aprovada

A única moção aprovada foi a apresentada pelo PSD e CDS-PP, francamente apoiantes do documento. Aprovada ponto a ponto, a moção passou com maioria.

O item que mais celeuma causou foi o ponto em que a coligação “sugeriu” o não impedimento de candidaturas de autarcas com 12 ou mais anos de mandato a novas autarquias locais que saírem desta reforma, justificando que se poderá aproveitar “um importante capital de experiência politica”. Ou seja, permitir que presidentes de junta, em final de mandato, possam concorrer por outra freguesia distinta. Os partidos da oposição levantaram a voz e acusaram a coligação PSD/CDS de tentar contornar a questão da limitação de mandatos.

Desta moção retira-se também a vontade de ver assinaladas no documento “mais autonomia e competências aos municípios e às freguesias, nomeadamente nas áreas de acção social e da educação, à luz dos princípios da descentralização e da subsidiaridade”.

Estranho o PS não ter apresentado qualquer documento para contrariar o Livro Verde. Nem um? O maior partido da oposição limitou-se a ‘andar ao sabor do vento’ dos restantes. E é ainda mais estranho porque o PS Gaia andou pelas freguesias do concelho com uma acção de esclarecimento sobre a reorganização das potenciais novas áreas administrativas.

Segundo o líder socialista, João Paulo Correia, “ainda não está qualquer mapa definido para Gaia”. Falta saber se ainda não existe porque os responsáveis dos vários partidos não se entendem quanto à fusão ou se nem sequer começaram as conversações.

Mais uma vez se perdeu uma óptima oportunidade para esclarecer dúvidas. Se os partidos com assento na assembleia não o fizeram da melhor forma, o público ainda fez pior. Apesar das cadeiras ocupadas, ninguém aproveitou o tempo de intervenção para questionar os deputados e/ou vereadores municipais. Não quiseram saber se vai realmente haver fusão e consecutiva redução de freguesias. De que forma se vai processar essa redução. Se as futuras juntas vão ter mais competências. Que nomes vão ser escolhidos para as novas freguesias. De que forma vão ser respeitadas e mantidas as tradições e características da comunidade. Se já está algum mapa pré-definido. Nada. Tanta pergunta poderia ter sido feita, tanta assistência para a fazer e, na prática, nenhuma pro-actividade!

Apenas um gaiense subiu ao púlpito. Ainda assim, com outro tema. Será que ninguém tem dúvidas do que vai acontecer? Ou, uma vez mais, os gaienses vão limitar-se a ‘esperar para ver’ o que vai acontecer no município?

Recorde-se que o Documento Verde da Reforma da Administração Local servirá para reorganizar a administração dos governos locais. O plano assenta numa das imposições da Troika, que no seu memorando referia a importância de diminuir o número de áreas administrativas portuguesas. Existem actualmente 308 municípios e 4259 freguesias. Em Julho de 2012, o Governo vai desenvolver um plano de consolidação para reorganizar e reduzir significativamente o número de tais entidades, implementando um plano com base em acordo com o pessoal da CE e do FMI. Estas mudanças, que entrarão em vigor no início do próximo ciclo eleitoral local, vão “melhorar o serviço, aumentar a eficiência e reduzir custos”. O objectivo é reduzir entre 50 a 60% o número de freguesias. No caso de Gaia isso implicará a redução de, pelo menos, 12 freguesias, num total de 24 que existem actualmente.