Confeitaria marítima de excelência

O Príncipe de Salgueiros existe há seis anos, mas desde julho tem nova gerência. Joaquim Silva dá a cara pelo novo projeto que uma dia foi sonho, mas que hoje é uma realidade concretizada e sinónimo de qualidade… saiba mais sobre a Confeitaria

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Assistência técnica séria e de qualidade

Sediada em Gaia, a Jotavêta trabalha oficialmente para a Ariston e Domusa. A empresa procede à reparação de equipamentos destas duas marcas e é ela quem tem a responsabilidade de manter a boa imagem das mesmas. Conheça as mais-valias desta firma em relação ao que de mau podemos encontrar no mercado… saiba mais sobre a empresa Jotavêjota

Qualidade e seriedade ao serviço do cliente

Rui Santa é o nome do proprietário de uma das empresas de construção civil, sediadas em Gaia, que ainda vai tendo mercado para resistir aos constrangimentos financeiro que este setor tem sido alvo nos últimos anos. Se a edificação própria se mantém no terreno, a recuperação de casas e moradias é o ponto forte desta empresa e representa 90% do volume de negócio… saiba mais sobre a empresa Rui Santa Construções

Exemplo de empreendedorismo em Gaia

Maxi Rolos é o testemunho vivo de como se podem ultrapassar obstáculos profissionais nesta altura de crise. António Pinto e Altair Barsosa arriscam tudo o que tinham para criar os próprios postos de trabalho e, passados seis anos do arranque do projeto, pode dizer-se que o sucesso está conseguido. Trabalhar em núcleos metálicos (rolos) para máquinas gráficas e de outros setores é a solução encontrada pelos dois recentes empresários… saiba mais sobre a empresa Maxi rolos

Interesses da Afurada estão acima de qualquer reforma

Com a reorganização da administração local à porta, poucos se arriscariam a comemorar o aniversário de elevação a freguesia. Mas, na Afurada, o executivo resolveu contrariar este pensamento e, durante quatro dias, celebrou os 60 anos. A iniciativa serviu para marcar esta data e homenagear os homens da terra. Por um lado, os que levam o nome da comunidade aos quatro cantos do nosso país, concretamente os jogadores profissionais de futebol. Por outro, as coletividades afuradenses que desempenham um importante papel na comunidade. E, finalmente, os pescadores que são a essência desta característica vila piscatória. Eduardo Matos assegura que a celebração teve apenas este significado: marcar a história desta população. Porém, o autarca está atento. E, quanto à fusão/redução de freguesias diz apenas que quer que se garantam os interesses dos afuradenses, nomeadamente a descentralização de serviços administrativos. A ser feita a anexação, Eduardo Matos prefere que seja a Santa Marinha, não estando preocupado, para já, qual o cargo que poderá ocupar na nova área geográfica.

Por que é que decidiu celebrar o 60.º aniversário da freguesia?

Porque são 60 anos. Quando nós começamos a trabalhar, pensamos logo em celebrar esta data. Ao contrário do que se possa pensar, não tem nada a ver com a ver com a reforma que está em curso. Não havia história de comemorações. Foi uma forma de evocar a data, durante quatro dias, envolvendo a própria comunidade. Fundamentalmente, serviu para fazer um encontro de contas com a história e com uma série de individualidades afuradenses. Fizemos uma homenagem a ex-atletas. Hoje nem é necessário haver alguém natural da freguesia para a Afurada aparecer nos jornais. Hoje a Afurada tem o seu proprio protagonismo. Mas há uns anos, esse conjunto de pessoas fez com que a Afurada aparecesse nos jornais, ainda que em letras muito pequeninas, a reboque dessa gente. Também serviu para homenagearmos as associações e coletividades da freguesia, dar a conhecer tudo o que têm feito em prol desta freguesia e, finalmente, homenagear aquilo que é, e continuará a ser, a força desta terra: a comunidadde piscatória! Fizemos uma homenagem a todos os pescadores. Quer os do ativo, quer aqueles que infelizmente já desaparecerem e que ao longo destes 60 anos muito fizeram pela comunidade. Portanto, o aniversário serviu para tudo isto. Foi esta a razão principal que, efetivamente, decidimos comemorar os 60 anos.

E poderá ser o último aniversário da freguesia, tendo em conta a reorganização que será levada a cabo nos próximos meses?

Podemos celebrar sempre. Quando quisermos, até todos os dias, a Afurada. Isso é que é realmente importante. Seja uma freguesia, ou não, para mim e para todos os afuradenses, podemos sempre celebrar a Afurada.

Ficou visível, no discurso do representante dos pescadores, que a população está contra esta reforma das freguesias…

O executivo, a assembleia de freguesia já se manifestou dizendo o que pensa sobre este tema. O que digo, o que posso dizer, e isso é o que vai acontecer, é que nós estamos à altura e seremos capazes de defender até ao último momento aquilo que consideramos ser os interesses quer da Afurada quer da sua população.

Que interesses são esses?

São variadíssimos. Sobretudo são interesses relacionados com a população. Agora, se me quiser perguntar se somos contra ou a favor… é verdade que o pescador subiu ao púlpito e disse que estavam contra… é a opinião do povo! Está gravada, está escrita. Nós aprovamos uma moção, em assembleia de freguesia, a dizer exatamente o que acabei de referir: até ao último minuto, nós iremos garantir e defender os interesses da comunidade.

E não tem receio que o Lugar da Afurada seja absorvido pela freguesia onde vai ser anexado?

Não.

Prefere Santa Marinha ou Canidelo?

A Afurada há 60 anos era, administrativamente falando, anexada a Santa Marinha. Foi desanexada. Há um ditado popular que diz: um bom filho à casa mãe volta. O que é normal, o que é lógico, na eventualidade dessa fusão, é que esse tal bom filho à casa mãe volte. Já estou a responder. Agora, nem sei sequer de onde virá essa ideia de podermos ir para Canidelo. Eu tudo farei, porque sou um bom filho para voltar à casa mãe.

Uma das exigências deverá ser a permanência de alguns serviços administrativos aqui na freguesia…

Com toda a certeza. Não vejo isso de outra forma. Garantir que os afuradenses, muitos deles já com alguma idade, não tenham de ir a Santa Marinha para tratar, por exemplo, de um atestado. E mais: a lei é clara. Não se vão despedir os funcionários que temos. Não se vai demolir o edifício da junta de freguesia. Não! Faz sentido é garantirmos que esse tipo de serviços permaneçam na própria comunidade, ou seja, no edifício atual da junta. Não vejo de outra forma.

E, tendo em conta que não podem ser dispensados funcionários, onde é que se encaixa o atual presidente da junta da Afurada? Sendo integrado, na nova área geográfica, o que se adequa a si? Que cargo lhe apetece preencher?

Sinceramente, neste momento, apetece-me ter saúde, até porque recentemente tive um problema de saúde, para continuar a fazer algo por esta comunidade e pela Afurada. Se é como presidente, se é como vice presidente… neste momento não me interessa. Sinceramente…

Até porque tem de esperar que seja definida a Lei de Limitação de mandatos…

O que me interessa é continuar a fazer algo por esta comunidade. E terei muito que fazer, como sempre tive. E nessa realidade da nova área administrativa continuarei a ter muito trabalho em prol da comunidade. Sinceramente, neste momento o cargo não me interessa. Não me interessa se é A, B ou C o presidente. A razão que me move neste momento, e é por ela que me vou debater, dentro dessa possibilidade da reorganização, é que possamos defender os melhores interesses da população. Defender que não seja severamente penalizada por uma reforma que, em meu entender, corre o risco de ser uma reforma feita à pressa e em cima do joelho. Ainda assim, reconheço que terá de ser feita por imposição da Troika.

Afurada quer monumento aos pescadores

“Decidiu a junta, juntamente com a assembleia de freguesia, celebrar de uma diferente, única ao longo destes 60 anos, o aniversário da nossa freguesia”. Foi esta a forma que o presidente da autarquia local iniciou o discurso da sessão solene.

Com esta iniciativa, a autarquia quis fazer uma homenagem a um conjunto de pessoas que evocou o nome da freguesia durante muitos anos. Por exemplo, todos os ex-atletas afuradenses, nomeadamente Vitor Baía. Depois todas as coletividades e associações, incentivando-as a continuar a desenvolver o importante trabalho em prol da comunidade. E, finalmente, Luís Filipe Menezes, sendo o “autarca que mais pugnou pela freguesia nos seus 60 anos de história” e “homenagear a identidade desta terra que são os pescadores. Todos, sem excepção”, revelou Eduardo Matos.

“Nós não somos melhores, nem somos piores que a população das outras freguesias. Mas somos diferentes em tudo” e, esta diferença, deve-se ao papel dos pescadores, já que, ao longo destes anos, para além de um fator económico determinante para o desenvolvimento da comunidade, também ajudaram a “cimentar as carateristicas e a tipicidade genuína desta terra”, enalteceu o edil afuradense.

Eduardo Matos, ao contrário da grande maioria dos homens da comunidade, não é pescador, por imposição do próprio pai. Apesar disso, o autarca resolveu aproveitar a presença de muitos afuradenses para incentivar os mais jovens a “irem para o mar”. Até porque “é um setor, face à crise que estamos a atravessar, onde não houve austeridade. O que significa que é um setor onde vale a pena apostar, onde vale a pena investir”, afirma o edil.

“Hoje o mar, face às novas tecnologias, já não é tão perigoso”, explica, “daí lançar este apelo aos jovens”. O executivo vai continuar a promover o curso aos jovens que permite a aquisição da Cédula Marítima porque a pesca é uma aposta para quem não tem emprego.

O edil aproveitou a presença de alguns vereadores da câmara para levar um pedido ao presidente: a edificação de um verdadeiro monu-mento em homenagem aos pescadores e que marque o setor da pesca”.

Pescadores unidos

O mestre Fernando foi a voz de todos os pescadores homenageados. Visivelmente emocionado, mostrou o desagrado da comunidade em deixar de ser freguesia e justifica que esta nova realidade deve ser contrariada. “Devemos lutar até ao último momento, mas de forma ordeira porque não queremos ser conhecidos como povo desordeiro”.

“Somos um povo único, com tradições únicas e por isso não podemos ser apenas o Lugar da Afurada”, explicou o pescador. O mestre recebeu uma das maiores ovações do dia, ou não fosse ele o espelho desta gente do mar.

Os quatro dias de festa terminaram com o descerramento de uma “humilde placa” em honra dos pescadores, bem como com o lançamento de uma coroa de flores ao mar, em honra dos homens que perderam a vida na faina, ao longo destes 60 anos.

Concertos de Verão regressam à Serra

A monumentalidade da Serra do Pilar, Património da Humanidade, vai ser mais uma vez palco de momentos musicais inesquecíveis, com as atuações dos Echo & The Bunnymen, Rui Veloso, Manfred Mann e Luís Represas & João Gil.

Numa fusão de duas marcas do pelouro da Cultura de Gaia, “Rock às Sextas” e “Reviver os 70s” surgem os “Concertos de Verão – Serra do Pilar”, que se realizarão no último fim de semana de junho e no primeiro de julho.

Luis Represas & João Gil são os primeiros a atuar e, no dia 29 de junho, vão recordar o percurso nos Trovante, de “125 azul” ou “Caravelas”, “Perdidamente” e com “Saudade”.

Seguem-se, dia 30, sábado, os Echo & The Bunnymen, uma referência de culto dos 80s. Ian McCulloch e os Echo vão-nos transportar numa viagem pelos “Seven seas”, sob uma “Killing moon”.

Rui Veloso vai cantar o “Porto Sentido” no dia 6 de julho, contemplando desde Gaia uma das mais belas vistas do mundo.

No dia 7 cabe aos veteranos Manfred Mann o fecho dos “Concertos de Verão – Serra do Pilar”, uma festa de música ao som de “Do wah diddy diddy” ou “If you gotta go, go now”.

O ciclo “Concertos de Verão – Serra do Pilar” é um evento Passaporte Cultural. Bilhete Passaporte Cultural: €5 Bilhete normal: €7,5 À venda na Casa Barbot e na Ticketline (locais habituais). A obtenção do Passaporte Cultural de Gaia poder ser feita, sem qualquer custo, a qualquer altura ou através do site da Câmara de Gaia ou aquando da aquisição dos bilhetes de acesso para qualquer espectáculo, mas sempre na Casa Barbot/Casa da Cultura. Concertos às 22h00

Dois dedos de conversa ao som de música de excelência

Uma das iniciativas do pelouro da Cultura chama-se ‘Conta-me Histórias’. Este é um projeto inédito e, de salientar, também é o programa ser todo de artistas portugueses. Mais ou menos rock, mais ou menos tranquilo, a única certeza são as caraterísticas intimistas do espetáculo. E mais, o Conta-me dará a oportunidade ao público de conhecer locais culturais do municipio que, muitas vezes, é desconhecido. Para além do auditório municipal, os espetáculos vão passar pelo Cine Teatro Eduardo Brazão, os jardins da Casa Barbot e ainda o Convento Corpus Christi. Os artistas já foram anunciados.

Os Clã de Manuela Azevedo são os primeiros a subir ao palco, no Convento Corpus Christi (8 Março). Seguem-se Rita Redshoes (5 Abril, Auditório Municipal), Mafalda Veiga (20 Abril, Auditório Municipal), Algodão/Pac Man (4 Maio, Auditório Municipal), Bernardo Sassetti (18 Maio, Eduardo Brazão), Luísa Amado (a mulher de Carlos Paredes) com Victor de Sousa (1 Junho, Corpus Christi), Mazgani (14 Junho, Corpus Christi) e, finalmente, Old Jerusalem (22 Junho, jardins Casa Barbot).

O ‘Conta-me Histórias’ tem como objectivo realizar uma sessão de conversa com os músicos sobre o processo de criação de canções e a importância que eles dão à palavra. Conversas simples sobre o quotidiano, regadas com boa disposição e irreverência q.b. Os músicos fazem-se acompanhar da guitarra, piano ou algo mais simples possível para, informalmente, durante a conversa, explicarem alguns pormenores do processo de criação, cantando seis a oito temas.

Para mediar a conversa teremos em palco o programador cultural e jornalista musical, Artur Silva, o pivot de informação da RTP, Jorge Oliveira, e o jornalista e crítico literário, Tito Couto.

O espaço em que decore a conversa recria uma sala de estar, de forma a criar um ambiente de intimidade e partilha mais profundos.

O Notícias de Gaia esteve à conversa com Tito Couto, um dos mentores do ‘Conta-me histórias’.

O Conta-me Histórias é um espetáculo diferente. Explique-nos o conceito.

O Conta-me Histórias é um espectáculo que junta a entrevista com o concerto acústico. No palco teremos a recriação de uma sala de estar, onde os músicos portugueses recordam as suas carreiras e alguns dos seus temas musicais mais emblemáticos. O ambiente é de profunda intimidade e boa disposição.

Depois de Paredes e Felgueiras, porque escolhem Vila Nova de Gaia?

No fundo acho que foi Gaia que nos escolheu, até porque a autarquia deseja criar um programa de formação de público no concelho. Ao saberem da existência deste nosso espectáculo, e dos resultados que tivemos noutros concelhos, decidiram convidar-nos.

Quais são as vossas expetativas em relação ou público de Gaia?

Não criamos expectativas. Sabemos que as pessoas vão começar por aparecer pela força dos artistas envolvidos e que rapidamente vão aderir à nossa descontracção. O que nos aconteceu em Paredes e  Felgueiras foi isso mesmo. Nos primeiros espectáculos as pessoas centram as atenções nos artistas e nas músicas, rapidamente aderem ao conceito independentemente dos artistas convidados ou do maior ou menor número de temas interpretados.

Para já estão agendados oito espetáculos. Pode aparecer outro ciclo de Conta-me?

Neste momento estamos empenhados nestes primeiros oito espectáculos e confiantes de que vai ser do agrado do público de Gaia. Depois disso vamos pensar naquilo que podemos fazer.

O Conta-me Histórias pode assumir características de espetáculo itinerante?

Depois de Paredes, Felgueiras e Gaia já podemos dizer que estamos em itinerância. Naturalmente que queremos levar este conceito a outros concelhos e cidades. Tudo vai depender da aceitação do público e da vontade de outras autarquias em nos receber.

Qual seria a próxima cidade?

Nunca pensamos nisso. Mas podemos deixar um classificado: Projecto bom de conversa e capaz de dar música procura cidade calma, descontraída, com sentido de humor e disponível para contrair uma relação espectacular.

O ‘Conta-me histórias” é um evento Passaporte Cultural. A obtenção do Passaporte Cultural de Gaia poder ser feita, sem qualquer custo, a qualquer altura ou aquando da aquisição dos bilhetes de acesso para qualquer espectáculo, mas sempre na Casa Barbot/Casa da Cultura. Bilhetes à venda no Cineteatro Eduardo Brazão e na Casa Barbot/Casa da Cultura. Preço normal: 4 Euros. Preço Passaporte Cultural: 2 Euros. Concertos às 22h00

Dorminsky aposta em grande na música portuguesa

Este ano, o município de Gaia  está a investir na cultura portuguesa. Dezenas de artistas vão passar pela cidade nos próximos meses. Jorge Palma e Rita Guerra foram as primeiras vozes e receberam um aplauso gigante do público. Os bilhetes esgotaram com muita antecedência e os espetáculos intimistas marcaram quem assistiu. Seguem-me nomes como Mísia, Clã, Mafalda Veiga, entre muitos outros. Para além dos artistas, o pelouro está apostado em divulgar os espaços culturais. Quem quer conhecer, por exemplo, o Corpus Christi só tem de estar atento, dentro de dias pode apreciar o espaço. Mário Dorminsky é o vereador responsável pela inspiração nacional que vai pairar sobre a cidade….

Jorge Palma foi o primeiro a passar pelos palcos do concelho e deu o mote para um vasto programa cultural em Gaia. A Troika, seguramente, não passou por cá…

Passou. Passou pelo pelouro. Mas o Estado tem de ter a mesma atitude do pelouro: isto é, tem de ser criativo, investir nas áreas que pode (que tenham rentabilidade).  No nosso caso é a rentabilidade cultural.

Qual é o orçamento deste ano para a cultura?

O orçamento aprovado em câmara para este ano cruza duas valências. Uma que tem a ver com o investimento que faz nas pessoas, para que possam aceder aos projetos culturais e que ronda 250 mil euros.

 Muito reduzido…

Eu diria hiper reduzido! Tem de haver criatividade. Aliás, o programa que já apresentamos parece-me criativo.

Não lhe apetecia que o Festival Marés Vivas fosse organizado pelo pelouro da Cultura?

Não. Repare, quando o Marés Vivas é retomado, já estou eu em Gaia há seis anos. Nós, de alguma forma, recusamos o Marés Vivas. Discutimos com os promotores – na altura a Porto Eventos, agora é Porto Entertainements – e o que aconteceu foi que dissemos aos irmãos Silva que esta é uma área onde não nos queremos meter muito. Como se calhar não nos queremos meter muito com o reagge, ou com o hip hop. Logo à partida dissemos que era vocacionado para um publico muito jovem. Já há muitos eventos deste género e, por isso, não era prioridade. E mais… o programa que nós apresentaram, na altura, não era de todo atrativo. Consideramos que a programação do Marés Vivas é vocacionada para o público mais juvenil. Apesar de considerarmos isso importante, não só não tínhamos capacidade financeira para o tipo de proposta que nos estavam a fazer – nós nunca tivemos grandes orçamentos – e, como tal, não avançamos, mas também porque este evento esteve sempre ligado ao pelouro da Juventude. Deixamos rolar esta questão de uma forma perfeitamente normal e o pelouro da Juventude ficou com o evento.

 E esta ‘recusa’ não pode parecer estranho aos olhos dos gaienses?

Não. Tudo é cultura…

Mas só este evento tem um orçamento muito considerável , em oposição ao orçamento da Cultura…

Isso é um problema que me ultrapassa completamente. Vou fazer aqui um paralelismo… Por que é que, por exemplo,  a câmara do Porto não dá ao Fantasporto 150 mil ou 200 mil euros que é um evento que dá uma imagem internacional fortíssima à cidade (em termos turísticos é um icon da cidade, a par de Serralves e da Casa da Música) e vai pagar um X, não interessa o valor ao certo, para trazer o Primavera Sounds para o Porto. Vem de Barcelona para o Porto. Nasceu pequenino, em 82, mas agora é um grande festival.  Quanto é que vai investir lá? Não sei, mas será bastante, quanto mais não seja no espaço. Quanto é que custou o Rock in Rio em Lisboa? Toda a gente se esqueceu que a câmara investiu mais de três milhões de euros só em arranjar o espaço da Belavista. E depois passou a ser utilizado por outros produtores musicais. São opções! Mas, no fundo, é tudo cultura. Em Gaia, com o tipo de eventos que temos, como nunca conseguimos atingir determinados patamares que garanta o mediatismo nacional muito forte – aliás nem muito nem médio forte – eventos tipo festival de três dias, que é o caso do Marés Vivas, consegue logo destacar-se e até integrar-se num programa nacional de festivais. Por isso é que nós até nos afastamos, e até numa lógica de programação cultural normal… quer dizer, há ali dezdias onde não há nada antes e X dias onde não há nada depois. E, até lá, continuamos a desenvolver o nosso trabalho. Por exemplo, este ano temos grupos que já pegaram. Porquê? Porque o tipo de trabalho começou a ser feito em termos do lançamento dos projetos… é diferente! Estamos a lançar os projetos com uma antecedência de quase seis meses. Estamos a vender bilhetes com muitas semanas de antecipação. Todas os bilhetes para o Ciclo das vozes femininas estão à venda.

 E onde se podem adquirir os bilhetes para os concertos?

Nos locais onde decorrem os eventos e na Casa da Cultura. O que terá outra vantagem… as pessoas virem à Casa da Cultura e tirarem o Passaporte Cultural… e ver se, de uma vez por todas, ultrapassamos os 50 mil…

Esta é uma das imagens de marca…

É um ovo de colombo (esquecendo o Egg Parade, que é outro ovo de colombo)! Nós pensamos: como é que podemos divulgar todas as nossa iniciativas? Vamos criar um passaporte que seja chamativo e que nos permita uma base de dados capaz de mandar informação, as pessoas saberem que eles vão acontecer e, posteriormente, acederem a esses mesmos eventos. Por outro lado, entram todos os espaços culturais que existem em Gaia. No fundo é um produto de marketing que chama a atenção para o que existe em Gaia. E nesse aspeto funcionou…

Vamos falar um pouco das atividades… Comecemos pelo ciclo Vozes no Feminino… que ciclo é este?

Já tentei fazer isto antes. Gosto muito de vozes femininas. Já o fizemos no jazz. Todas as artistas de jazz portuguesas passaram por cá, até as mais clássicas como Maria Viana. Neste ciclo conseguimos juntar um núcleo de vozes – tirando um deles –  que foi renegociado com o promotor. Cá está… quais são as condições que nós negociamos com os promotores? Cedência de espaço, participação mínima e eles dão-nos alguns bilhetes e fazem desconto para o Passaporte Cultural.

 Quais são as vozes?

Começamos pela Rita Guerra [que já atuou]; continua com uma senhora que no estrangeiro é quase uma Amália, mas em Portugal ainda não é muito conhecida que é a Misia (e que vai lançar cá o novo disco); depois temos a Teresa Salgueiro, um nome marcante dos Madredeus, e que vai lançar um disco a solo; e fechamos este primeiro ‘bloco’ com a Né Ladeiras. Há outros nomes, como a Dulce Pontes, a Mafalda Arnauth que estão na ‘calha’ para entrarem num segundo ciclo, dependendo também daquilo que o produtor considerar se resulta ou não. É curioso dizer que este produtor foi do Jorge Palma, depois de conhecer o espaço, quis fazer este ciclo no Brazão. É curioso. Acho fantástico. Primeiro são concertos íntimos, não precisam de camarins. O Brazão é uma sala lindíssima e está artisticamente decorada. E tem uma particularidade… basta virar à direita e tem um parque de estacionamento gigante. Um sítio de acessibilidade facílima, seja de Gaia ou não. E não tem sido aproveitado convenientemente como um espaço de cultura urbana. Tem tido cinema, actividades ligadas ao movimento associativo, mas não tem tido este tipo eventos.

É também uma forma de divulgar o espaço?

A nossa ideia para a divulgação de espaços não está neste programa. Está no Conta-me Histórias. O Conta-me é um programa que nasce de uma forma muito interessante e que é complementar até pela própria agenda cultural. Nós temos estado a promover e trabalhar os espaços através de trabalhos fotográficos para cativar as pessoas a irem a esses espaços culturais. Ao Corpus Christi, agora estamos a trabalhar no Cine Teatro Eduardo Brazão…

 Mas o Conta-me Histórias vai desenrolar-se em diferentes espaços culturais?

Sim. O Conta-me vai girar pelos vários espaços culturais de Gaia!

 Quais são… o Corpus Christi…

O Corpus Christi, Auditório Municipal, Eduardo Brazão e Casa Barbot. Nesta primeira fase vai ficar por aí. Depois, ainda há a hipótese de – dependendo depois do próprio funcionamento – que é o aproveitamento de algumas áreas da Casa Museu Teixeira Lopes. Já está mais ou menos combinado um segundo bloco de promoção à música portuguesa. Eu digo isto porque muitas das coisas que ouço da parte dos músicos é que ninguém ouve a música portuguesa, ninguém dá oportunidade aos cantores portugueses… nós, mais uma vez, fazemos uma programação com muita qualidade de música portuguesa. E chama a atenção das pessoas.

Qual é o conceito do Conta-me Histórias?

Não é uma ideia nossa… mas, para nós, por um lado vai divulgar espaços, por outro divulgar a música, os cantores e a cultura portuguesa e, finalmente, são entrevistas com os principais membros ou das bandas ou com o próprio artista sobre a sua carreira, momentos divertidos e/ou terríveis que possam ter acontecido, dois bons jornalistas que vão fazer as entrevistas e, posteriormente, há um pequeno concerto intimista precisamente com a banda ou com o artista. Acho que é um upgrade em relação ao próprio concerto em si. Sinceramente! É uma forma de aproximar o público do artista. São eventos que terão um preço simpático.

Este ano o outro ovo de Colombo – o Egg Parade – vai inundar a cidade novamente?

O conceito é o mesmo. Já foram distribuídos os ovos pelas escolas que pediram, cerca de 40. E depois ficarão em exposição no GaiaShopping. É uma iniciativa que atrai muitos miúdos, traz muita visibilidade e faz uma grande interligação entre aquilo que é a vertente artística e a vertente social.

‘Ver bem para aprender melhor’

Sorrisos e alguma vergonha pincelaram todo o ambiente que se viveu hoje na GaiaSocial. O motivo? A entrega de óculos a 15 meninos e meninas, que moram em diferentes habitações sociais do município.

Esta ação é o culminar de uma aposta desta empresa municipal: ‘Ver bem para a prender melhor’! Envolveu cerca de 300 crianças que frequentam o projeto ‘Divertir com o Saber’ e surgiu porque alguns técnicos sociais constataram que algumas crianças apresentavam dificuldades de visão.

Após esta constatação, a GaiaSocial protocolou com a Ergovisão um plano para avaliar as crianças e dar-lhes o melhor acompanhamento médico para resolver o problema. Foram rastreadas 288 crianças, das quais 88 ficaram sinalizadas. Seguiram-se as consultas de optometria e, finalmente, a prescrição de óculos e/ou terapia visual.

As crianças que precisaram de óculos foram apoiadas, segundo o escalão utilizado na ação social escolar, e receberam-nos gratuitamente.

O ‘Divertir com o Saber’ está implementado no concelho há mais de cinco anos e promove essencialmente o ensino da matemática, disciplina que recebe algumas animosidades na comunidade escolar.

O burburinho instalou-se quando os vários pares de óculos foram finalmente colocados nos rostos das crianças. Rosa, azuis, verdes, vermelhos ou mesmo pretos foram encaixando na perfeição nos miúdos. Exibiam uns aos outros a nova aquisição e coravam em simultâneo, adaptando-se lentamente ao novo visual.

O importante é que esta será uma importante ferramenta para aprenderem a matemática e todas as outras disciplinas. Pelo menos já têm mais um motivo para se concentrarem melhor e aprenderem importantes ensinamentos.

Dois incêndios em Gaia

Durante esta madrugada, cinco pessoas ficaram desalojadas em consequência de dois incêndios distintos, em Gaia. Um deles em Perosinho que provocou a destruição completa da habitação, deixando o morador desalojado. De acordo com os Sapadores de Gaia, as chamas deflagraram cerca das 06:15, no n.º 98 da Rua da Bica, e destruíram a casa “na totalidade”. O homem que vivia sozinho não sofreu qualquer ferimento e foi acolhido em casa de familiares. As causas do fogo ainda não são conhecidas.

O outro, em Santa Marinha destruiu parcialmente o primeiro andar de uma vivenda, desalojando quatro pessoas.

O fogo terá deflagrado no telhado, que foi “completamente consumido pelas chamas”, em circunstância ainda não totalmente esclarecidas, disse à agência Lusa fonte dos Sapadores.

A vivenda, de rés do chão e primeiro andar, é habitada por duas famílias, mas apenas o primeiro andar ficou inabitável. A família foi acolhida por familiares.

O incêndio, que deflagrou cerca das 0.15 horas, foi combatido pelos Bombeiros Sapadores de Vila Nova de Gaia e pelos Voluntários de Avintes.

Baile dos Vampiros 2012

ZEN DE REGRESSO AOS PALCOS DO PORTO
3 de Março, Hard Club

O Baile dos Vampiros realiza-se, este ano, no Hard Club no Mercado Ferreira Borges, a 3 de Março! Em destaque, o regresso dos ZEN aos palcos do Porto e uma verdadeira maratona temática de bandas sonoras cinéfilas dos anos 1960 até aos dias de hoje, protagonizada por Nuno dos Tornados, André Tentúgal, Schizzofrenik Records vs. Lovers and Lollypops e Mister Teaser.

Os ZEN deixaram saudades. O Baile dos Vampiros tem a honra de apresentar a banda mítica do Porto, após uma década afastada dos palcos. A banda de “UNLO”, “11.00 am” e “Step on” volta como cabeças de cartaz com a sua formação original composta por Rui Silva a.k.a. Gon (voz), Miguel Barros (baixo) e André Hollanda (bateria), tendo como convidado Marco Nunes (guitarra). Num regresso inesperado, e depois de um primeiro concerto com lotação esgotada, voltam ao palco do Hard Club com a mesma energia do seu rock de fusão groove e funk, para aquilo que será certamente um dos grandes momentos da noite.
Serão ainda nomeados o Rei e a Rainha do Baile, com um prémio aos que envergarem o melhor disfarce: Bilhetes para o Super Bock Super Rock com tratamento vip no evento da Praia do Meco.
Passamos a apresentar os restantes convidados deste evento especial.
À meia-noite, Nuno dos Tornados (Why Radio) vai passar pelo Hard Club e fará as delícias dos adeptos dos 60’s e 70’s, desde bandas-sonoras de filmes italianos a hits funky pornográficos. Tudo dentro dos conformes, numa sessão de bons costumes e bailarico à moda antiga no Mercadinho de Horrores.
André Tentugal não vem com We Trust mas sim em nome próprio. O realizador que se revelou um caso sério da música nacional neste início de 2012, parará o tempo para reencarnar a década de 80.
Logo depois, a Schizzofrenik Records, a label e responsável pela direcção artística do Baile dos Vampiros e a Lovers & Lollypops, igualmente editora e promotora do Milhões de Festa, apresentam-se juntas em palco numa batalha pelos anos 90, cujo desafio é ter o maior número de pessoas em palco e aumentar o índice de transpiração e décibeis. Tudo entre amigos, com muitas máscaras e cocktails à mistura.
A preparar-se para  a música de 2000 a 2012, Luís Liberal a.k.a. Mister Teaser receberá todos ao ritmo do melhor disco/funky house, new wave e electro. Nos últimos meses, partilhou a cabine com Erol Alkan, Russ Chimes, Xinobi ou Anoraak, nomes que ilustram bem a sua sonoridade de eleição.
O evento assume-se como uma festa temática de máscaras e cocktails, cujo “dress code” de personagem de cinema transformou a última edição num sucesso, com a maior concentração de mascarados até hoje.
A festa de encerramento do Fantasporto realiza 12 anos, pelo Baile dos Vampiros já passaram nomes como Peaches, Buraka Som Sistema, Ricardo Villalobos, Spektrum, Alexis Taylor dos Hot Chip, Micro Audio Waves, The Gift e Late of the Pier entre muitos outros.

Bilhetes à venda: Rivoli Teatro Municipal no secretariado do Fantasporto e Hard Club a partir de dia 20 de Fevereiro.  Preço: 10€

por noticiasdegaia Publicado em Cultura

Apoio domiciliário mais seguro com teleassistência

Joaquim Vaz com Maria dos Prazeres e o marido José

Desde o dia 6 de fevereiro Maria dos Prazeres disse sentir-se “mais segura e apoiada”. Porquê? Porque agora esta utente da Misericórdia de Gaia conta com o equipamento de teleassistência, instalado Portugal Telecom (PT), de acordo com o protocolo assinado entre a PT e a União das Misericórdias Portuguesas.

Maria dos Prazeres não retira do peito o pendente (colar) que pode acionar sempre que esteja numa situação de emergência e que não lhe dê tempo de chegar ao telefone para carregar no botão vermelho do SOS. E as situações de emergência para Maria dos Prazeres têm sido algumas. Não pelos 73 anos e por ter os problemas de saúde habituais da idade, mas sim pelo facto de ter o marido José, de 73 anos, acamado com Alzheimer e que é utente de apoio domiciliário da Misericórdia de Gaia. O casal que, como muitos outros, vive só e com a famíla longe.

“Ligava para o médico de família que dizia que não podia vir; ligava para o hospital e diziam que era o médico de família que tinha que resolver. Eu estava aqui numa aflição e não sabia quem me havia de socorrer “, contou Maria dos Prazeres.

Mas agora, com o sistema de teleassistência há sempre alguém que atende do outro lado da linha com conhecimento e disponibilidade para ajudar.

“Carrego no botão e espero que alguém me atenda”, disse com um sorriso no rosto e garantiu que agora sente-se “mais segura e apoiada”.

“Nós temos a obrigação de apoiar estas pessoas, mas também é preciso que elas estejam devidamente capazes e preparadas para receber esta tecnologia” afirmou o Provedor da Misericórdia de Gaia. Joaquim Vaz já encomendou mais cinco equipamentos de teleassistência para os casos mais urgentes de famílias identificadas pelo Departamento de Ação Social da Misericórdia de Gaia. Ainda assim, segundo o provedor, eram precisos “mais cerca de 50 equipamentos”.

Para além deste passo tecnológico que ajuda a combater a solidão dos idosos, a Misericórdia de Gaia tem ainda o objetivo incrementar os laços humanos nesta luta, através da criação de redes de vizinhança que devem alertar a instituição sempre que algum utente de apoio domiciliário da Irmandade esteja numa situação de aflição. “Os vizinhos perguntam se o meu marido está melhor e se podem ajudar, mas também já são pessoas de muita idade”, afirma Maria dos Prazeres para quem estas palavras e preocupação dos vizinhos “já é muito bom”.

O que é a teleassistência…

O sistema de teleassistência destina-se a pessoas idosas, pessoas que vivem sozinhas ou que têm algum grau de incapacidade ou dependência. O sistema funciona da seguinte forma: a pessoa que está em situação de emergência pode pegar no auscultador do telefone que tem teclas grandes e uma tecla de S.O.S. vermelha que devem pressionar ou então carregar no botão vermelho do pendente que podem trazer ao pescoço: “No caso de urgência a pessoa carrega no botão durante três segundos e é feita uma chamada em alta voz para que a pessoa possa estar livre em termos de movimentos”, explicou Cristina Ribeiro da PT. Do outro lado da linha existe um serviço de atendimento especializado e permanente durante 24 horas por dia que tem acesso ao histórico de cada utente, podendo-lhe dar sugestões de como agir, ou tomar outras medidas em casos mais graves. “Podem chamar um vizinho ou um familiar, porque existe uma lista no currículo de cada utente com todos os dados das pessoas que podem ser contactadas numa situação de urgência. No caso de maior gravidade o serviço chama o INEM que vai até à casa da pessoa que precisa de ajuda”, garantiu Cristina Ribeiro.

No caso de Maria dos Prazeres, como o marido é utente de apoio domiciliário da Misericórdia de Gaia, a instituição é um dos contactos que o sistema de teleassistência pode estabelecer em caso de urgência.

Segundo Cristina Ribeiro, o presente projeto insere-se no âmbito da responsabilidade social da PT que a levou a estabelecer um protocolo com a União das Misericórdias Portuguesas no sentido de distribuir 1000 equipamentos de teleassistência pelos idosos mais carenciados que sejam referenciados pela UMP, e de oferecer a primeira anuidade deste serviço. O UMP contemplou a Misericórdia de Gaia com dois equipamentos de teleassistência, bem como outras Misericórdias. O projeto é válido durante um ano, a partir do qual são os utentes e/ou as Misericórdias que decidem se pretendem continuar com o serviço, suportando o seu custo, ou não.

Gaia atribui cinco milhões de euros às juntas

Apesar das medidas de austeridade decorrentes da crise financeira, e consequente penalização das câmaras, o executivo municipal acaba de atribuir mais cinco milhões de euros às 24 juntas de freguesia do concelho.

“Em Gaia, estamos a conseguir manter um nível de apoio relativamente interessante”, afirmou o presidente da câmara de Gaia, durante a cerimónia de celebração de protocolos de delegação de competências. Este apoio é destinado as áreas de gestão de espaços verdes e de execução de obras de reparação em ruas, passeios e estradas municipais.

Foram ainda assinados mais dois acordos complementares: um aditamento ao protocolo de comparticipação financeira à Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, para conclusão das obras e aquisição de equipamentos do auditório da sede da freguesia; e um protocolo de colaboração financeira com a Associação Recreativa de S. Martinho d’Além, em Vilar do Paraíso, para a realização de obras de reconstrução e requalificação da sede da colectividade.

“Estes dois protocolos complementares não constituem discriminação positiva, uma vez que existe um lote de comparticipações na calha destinado a associações, que será desbloqueado de acordo com a disponibilidade financeira da Câmara”, explicou Luís Filipe Menezes, aproveitando para manifestar o reconhecimento e gratidão pela “exemplar capacidade dos presidentes de unta compreenderem e adaptarem-se à nova realidade”.

Nas próximas semanas, o autarca vai protocolar com as juntas novas delegações de competências para a gestão de património municipal.

Numa altura em que o debate nacional incide na reestruturação da economia e das empresas, Filipe Menezes defendeu a presença do Estado num conjunto de soluções conducentes à estabilidade e viabilidade económica do país, reiterando a “solicitação no sentido de o Estado tomar medidas com efeitos imediatos de corte radical com a estrutura centralista do país”.

Apelou ainda à coragem do Governo para colocar no Porto a sede de várias empresas e grupos económicos, com vista à criação de uma “almofada para reequilibrar a distribuição da riqueza nacional”.

“Partiram do Porto empresários, homens da cultura, das artes, da comunicação social porque não houve força política para defender a Área Metropolitana do Porto. É preciso ganhar o combate político e, depois, o económico e o social”, considerou, sublinhando a necessidade imperiosa de aproveitar a oportunidade da próxima década para criar uma forte liderança no Porto e na Região Norte do País.

Administração e trabalhadores da Cerâmica de Valadares chegam a acordo

A administração e os trabalhadores da Cerâmica de Valadares chegaram hoje a acordo e, segundo fonte sindical, do encontro entre as partes saiu a garantia de que o salário de janeiro será pago até ao dia 20.
Os portões da fábrica de Gaia, que estavam bloqueados pelos trabalhadores há 15 dias, foram abertos para permitir a entrada e saída de materiais.
Fátima Messias, da Federação Nacional dos Sindicatos da Cerâmica disse que, depois da longa manhã negocial, houve “finalmente acordo” entre os intervenientes. “Ao fim de 15 dias e 15 noites, foi feito um acordo com a administração e assinado um compromisso de que o pagamento do mês de janeiro será feito até ao dia 20”, explicou.
Os trabalhadores, após o encontro com a administração, abriram imediatamente os portões.
A laboração em pleno começa às 08:00 de terça-feira.

Marina de Portugal

Investimento totalmente privado ascende os oito milhões de euros. Espaço pode albergar 300 embarcações. Previstos 70 novos postos de trabalho que privilegiam comunidade piscatória da Afurada. Fernão Magalhães pode ser o futuro nome da Douro Marina

Pode não parecer, mas passaram sete anos desde que se falou, pela primeira vez, da construção da Marina de Gaia. Depois de muitos “pareceres e despareceres” e imbróglios burocráticos, lá se construiu a Douro Marina, inaugurada no último sábado. É a sexta marina do Norte do país, mas a maior de toda a longa faixa costeira, desde Cascais até à Galiza. Tem 65 mil m2 e três áreas: doca, oficina náutica e área comercial com lojas e dois restaurantes. Custou perto de 8,6 milhões de euros (investimento totalmente privado) e vai gerar 70 postos de trabalho diretos, potencialmente poderá criar mais 100 indiretos.
A Douro Marina tem estacionamento para 300 embarcações com calado até três metros e comprimento até 20 metros em todas as condições de maré. Atualmente, tem mais de 150 pré-reservas. Numa segunda fase, estão previstas as construções dos edifícios de apoio e a abertura de uma zona comercial que reunirá espaços comerciais e de restauração, bem como locais para apoio das atividades náuticas. Possivelmente ficará concluída em agosto.
Na cerimónia de inauguração, o primeiro a falar foi o diretor-geral da Douro Marina, que pretende que este equipamento seja “uma referência no panorama da náutica e recreio, bem como uma nova centralidade na Área Metropolitana do Porto”. Manuel Cunha acredita que esta será a “porta de entrada no Douro, seguindo a rota das organizações de grandes eventos náuticos e apostará na promoção e desenvolvimento de atividades desportivas através do Centro Náutico e da Academia de Vela”.
Na ocasião estiveram presentes três secretários de Estado. Sérgio Monteiro, que tutela as Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Almeida Henriques, adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, e o antigo vice-presidente da câmara, Marco António Costa, que lidera a secretaria da Solidariedade Social.
E foi o governante gaiense que inicialmente usou da palavra. Aproveitou para salientar o “momento simbólico para a região”, que resulta de “uma força mobilizadora conjunta, capaz de demover obstáculos”. Marco António evidenciou ainda a “importância estratégica fundamental” para a comunidade da Afurada e Canidelo.
Já António Almeida Henriques aproveitou para enaltecer o papel de Filipe Menezes na concretização da Douro Marina: “Este projeto reflete a visão de um autarca, que deve ser vista como exemplo a nível nacional. É tempo de os autarcas serem avaliados pelo seu valor acrescentado e pela capacidade em atrair investimentos, gerar postos de trabalho e riqueza no País”.
O secretário de Estado frisou ainda a forma de “governar corretamente, de olhos nos olhos, para vencer esta batalha da crise no País, ao mesmo tempo que mobiliza empresários, autarcas e cidadãos”, do autarca de Gaia.
O governante considera que este investimento serve dois macro-objetivos, nomeadamente, a promoção do turismo e internacionalização da economia portuguesa.

Acostagem no Douro
Finalmente, Luís Filipe Menezes. Depois de batizado padroeiro da comunidade piscatória, por uma afuradense, o presidente da câmara de Gaia recordou o percurso da Douro Marina. A ideia, partilhada com o antigo presidente da câmara do Porto, Nuno Cardoso, surge pela necessidade. Centenas de barcos (seja de recreio ou de excursões vindos do Norte da Europa) passavam pelo Douro e não conseguiam acostar no centro da cidade. A autarquia e a Gaia Polis adjudicaram a obra que, apesar de muitas contrariedades, está agora edificada.
Uma das polémicas que envolveu a marina é a localização. Como está bem perto dos pescadores, muitos têm por hábito localizá-la na Afurada. Geograficamente, a Douro Marina situa-se integralmente na freguesia de Canidelo, embora a vizinha comunidade piscatória deva usufruir mais das potencialidades do equipamento.
Menezes quis terminar de uma vez por todas com esta questão: “Esta não é a marina da Afurada, nem a marina de Canidelo, também não é a marina de Gaia e nem sequer do Porto. Esta é a marina de Portugal”, é sim mais um motivo turístico para visitar o país.
Para finalizar, o autarca propôs que, na inauguração das restantes valências, a Douro Marina rebatizasse o espaço com o nome de Fernão Magalhães. Foi o primeiro português com espírito “globalizante”. O navegador representa o empreendedorismo lusitano. Será um “símbolo exemplar”, uma imagem “dos portugueses que sabem arregaçar as mangas e que sabem ser os maiores em qualquer parte do mundo”.
Apesar da apregoada contenção, a Douro Marina teve direito a inauguração com alguma pompa e circunstância (não é à toa que estiveram presentes três secretários de Estado). A finalizar, o portuense Rui Veloso cantou e encantou. A comunidade gaiense, sobretudo a piscatória, ouviu e aplaudiu temas emblemáticos. ‘Quem vem e atravessa o rio, junto à serra do Pilar’… pode agora usufruir de mais um equipamento de referência!

por noticiasdegaia Publicado em Sociedade Com as etiquetas

Gaia recebe a grande festa da música portuguesa

A música portuguesa é claramente o destaque principal da programação cultural de Gaia para o ano de 2012. A aposta do Pelouro da Cultura em aproximar os músicos portugueses do seu público é o fio condutor para uma agenda heterogénea na forma e no conteúdo, tendo por pano de fundo locais emblemáticos de Gaia, como o convento Corpus Christi, recentemente classificado como património nacional pelo Igespar, ou o recuperado Cine-teatro Eduardo Brazão, no qual se destacam as obras de José Emídio e José Rodrigues, ou ainda a Serra do Pilar, mesmo junto a esse Mosteiro que é Património Mundial da Humanidade e local daquela que é considerada uma das mais belas vistas do mundo.
A música portuguesa não se compadece de constrangimentos tantas vezes invocados, como a pequena dimensão do mercado ou as grandes dificuldades que todos vivemos. A música portuguesa floresce, alheia a adversidades. A criatividade dos nossos músicos não entra em crise! E não há-de esta cornucópia criativa ser celebrada? É o que se pretende em Gaia, que a música portuguesa ecoe por toda a Área Metropolitana do Porto e não só.
Jorge Palma abriu o ano musical com um espectáculo de casa cheia. O Auditório Municipal foi mesmo muito pequeno para todos os seus fãs.
Outros grandes espectáculos estão a caminho. Rita Guerra (16 Fevereiro) abre o ciclo “Íntimo no Feminino”, que levará também ao Cine-Teatro Eduardo Brazão, Mísia (8 Março), Teresa Salgueiro (12 Abril) e Né Ladeiras (10 Maio).
Manuela Azevedo, com os seus Clã vão estar à conversa, no Convento Corpus Christi (8 Março), dando música pelo meio. São os primeiros grandes nomes do “Conta-me histórias” um programa/ciclo de grande cumplicidade entre os artistas e o público. Uma conversa animada, um concerto acústico e uma master-class. Cada espectador sairá destes eventos com uma experiência diferente, enriquecedora, mas sempre com uma boa história para contar. Aos Clã seguem-se Rita Redshoes (5 Abril, Auditório Municipal), Mafalda Veiga (20 Abril, Auditório Municipal), Algodão/Pac Man (4 Maio, Auditório Municipal), Bernardo Sassetti (18 Maio, Eduardo Brazão), Luísa Amado (a mulher de Carlos Paredes) com Victor de Sousa (1 Junho, Corpus Christi), Mazgani (14 Junho, Corpus Christi), Old Jerusalem (22 Junho, jardins Casa Barbot) e com mais nomes a anunciar oportunamente.
Rui Veloso (6 Julho) e Luís Represas/João Gil (29 Junho) sobem à Serra do Pilar para noites de animação, onde serão percorridos os grandes êxitos da carreira destes músicos. Estes “Concertos de Verão – Serra do Pilar” trarão também a esse palco monumental os britânicos Echo and The Bunnymen (30 Junho) e os Manfred Mann (7 Julho), conferindo uma dimensão internacional e de impacto turístico a esta programação.
As “Noites de Jazz e Blues de Gaia” vão decorrer no Auditório Municipal e contarão com a voz jazzista de Mónica Ferraz (27 Abril) e os blues de Indiana Blues Band (28 Abril). Deste cartaz faz também parte o jazz dos belgas Ivan Paduart Trio (27 Abril) e a excelente cantora de blues britânica Connie Lush que nos visita com a sua banda.
Em todos os eventos haverá descontos significativos para os detentores do Passaporte Cultural no valor do ingresso! A obtenção do Passaporte Cultural de Gaia poder ser feita, sem qualquer custo, a qualquer altura ou aquando da aquisição dos bilhetes de acesso para qualquer espectáculo mas sempre na Casa Barbot/Casa da Cultura.

por noticiasdegaia Publicado em Cultura

Solução à vista

Ao fim de oito dias a manifestar-se frente à fábrica, trabalhadores recebem notícia que salários de dezembro podem ser pagos já durante esta semana. Direção da Cerâmica de Valadares consegue adiantamento de uma grande encomenda. Autarquia promove benefícios a trabalhadores com mais dificuldades
Desde as oito horas de terça-feira que os trabalhadores da Cerâmica de Valadares estão em protesto, bem em frente às instalações da fábrica. Em causa estão os ordenados em atraso, referentes aos meses de dezembro e janeiro. Dia e noite, os cerca de 400 trabalhadores vão-se revezando e mostrando o desagrado pelo arrastar desta situação.
Mas parece que a situação será resolvida nos próximos dias. Em comunicado, a empresa fez saber que “a Fábrica Cerâmica de Valadares, SA, assegurou o pagamento de salários em atraso aos seus colaboradores. Este pagamento dos salários é possibilitado por uma grande encomenda realizada pelo Grupo Hagen SGPS”. Segundo o presidente da cerâmica, Galvão Lucas, tudo estará resolvido nos próximos dias, “graças à relação de confiança demonstrada pela Hagen, que aceitou proceder ao pré-pagamento do fornecimento”.
No mesmo comunicado, o administrador conta a sua versão dos acontecimentos nestes últimos dias: “um pequeno grupo de colaboradores da empresa deu início a um boicote à entrada e saída de mercadorias da fábrica em Valadares, em consequência do atraso do pagamento do vencimento do mês de dezembro. Foi nesse momento apresentado pela administração à Comissão de Trabalhadores uma proposta de pagamento do vencimento de dezembro até sexta-feira, dia 3 de fevereiro, e o pagamento do mês de janeiro, que entretanto se venceria até dia 17 de fevereiro. Para cumprir essa promessa, seria necessária a desmobilização do boicote às entradas e saídas da empresa”. Galvão Lucas assegura que essa Comissão aceitou a proposta. Contudo, um “grupo de colaboradores rejeitou o acordo, mantendo o boicote, inviabilizando o normal funcionamento da empresa e a obtenção dos meios necessários para o cumprimento das responsabilidades em tempo útil”.
Apesar destas “dificuldades de tesouraria”, Galvão Lucas assegura que a cerâmica “mantém um nível de encomendas muito significativo, que permite a sua viabilidade”. Esta situação que agora se vive na fábrica de Valadares acontece à semelhança da problemática financeira que se passa no país, onde as limitações ao crédito dificultam em grande medida o normal funcionamento na relação com fornecedores e clientes”.
Atualmente, a Cerâmica de Valadares exporta quase 70% da produção para cerca de 50 países.

Câmara de Gaia vai ajudar trabalhadores em dificuldades
O presidente da câmara municipal também foi ouvir os trabalhadores. Neste sábado de manhã, deslocou-se as instalações (acompanhado do filho Luís Menezes, na qualidade de deputado da Assembleia da Republica) e conversou com os funcionários que continuam em protesto.
Depois de os ouvir, o autarca garantiu que vai levar a reunião de câmara, já nesta semana, uma proposta para diminuir as tarifas municipais aos trabalhadores da cerâmica que se encontrem em maiores dificuldades. Água, lixo, saneamento e prestações nas escolas deverão ser reduzidas, desde que se justifique economicamente.
Esta é uma das formas com que a autarquia pretende ajudar estes trabalhadores, mas não só. O município vai associar-se às juntas de Vilar do Paraíso e Valadares e montar um local de atendimento para sinalizar os trabalhadores que se encontrem em maiores dificuldades financeiras, resultantes dos dois salários em atraso.
Também nos próximos dias, o presidente da câmara conta reunir deputados das várias forças políticas para encontrar uma forma de garantir “um pacote de ajuda mínima” às famílias que atravessam mais dificuldades, não só da Cerâmica de Valadares, mas também em mais uma ou duas situações agudas de desemprego que estão a suceder em Gaia.
“A câmara não é um sindicato, nem o ministério da Economia, o seu papel é aconchegar as dificuldades das pessoas, de acordo com as competências que tem e é isso que estamos a fazer”, justificou o autarca gaiense.
Menezes aproveitou ainda para apelar ao Governo no sentido de que as receitas do aumento do IMI – “que é lançado este ano a título excecional e que não vem para as Câmaras” – , possa ser “repensado no caso de trabalhadores desempregados”.
Quanto à fábrica de Valadares, o edil recordou que “a câmara resolveu problemas a esta empresa há dois ou três anos atrás, quando valorizou estes terrenos de uma forma brutal para fazer aquilo que era óbvio, que era negociar com a banca e transferir esta empresa para outro local em Valadares onde fosse possível ter um outro layout, que aumentasse a capacidade produtividade da empresa”.