História

O Notícias de Gaia é um jornal quinzenal que nasceu a 20 de Outubro de 1985.

No ano em que se comemoram os 25 anos de existência, resolvemos dar destaque aos que no passado lutaram pelo sonho e que, actualmente, persistem em permanecer por trás do nosso quinzenal JORNAL NOTÍCIAS DE GAIA. Apesar do futuro próximo que se avizinha não ser muito optimista, cada ano que conquistamos significa que o nosso trabalho tem mérito e valor para o concelho, nomeadamente para os nossos fiéis leitores. Por este motivo, hoje partilhamos um pouco na NOSSA história com os que nos merecem mais respeito e gratidão, assegurando que continuaremos a “remar contra marés e tempestades” para que a informação chegue a todos sem nenhuma distorção, como aliás temos vindo a fazer ao longo destes 25 anos. Cabe-lhe a si, que continua com a melhor visão do concelho de Vila Nova de Gaia, porque lê o JNG, continuar do nosso lado e insistir em dedicar algum do seu tempo livre a ler o SEU regional e deixar que o sonho não acabe nunca…OBRIGADO!

20 de Outubro de 1985 – o ano do Sonho

A comunicação desde sempre teve um papel primordial, e extremamente importante, em toda a história das civilizações. A partir dela se trocam ideias, pensamentos, métodos, influências e vivências, capazes de suportar todo um espólio de sucessão humana em todas áreas, épocas e eras.

Foram várias as formas de comunicação encontradas, descritas e apontadas na história da humanidade. Certo é que os níveis comunicacionais evoluíram acompanhando o ideal de perfeição e desenvolvimento que vigora na mente social presente. Para tal, construíram-se vias de comunicação, que permitem ao homem deslocar-se de um lado para o outro, revolucionou-se todo o panorama industrial de execução da palavra e as novas tecnologias dão a melhor resposta de aproximação entre povos.

A comunicação e a palavra são tão importantes que a sua história se resume à história da busca e cumprimento do poder. Como quarto poder, como é caracterizada por muitos, não é de estranhar que os seus canais estejam sempre sujeitos ao controlo daqueles que mais poderio político, económico e social detêm.

Assim, assistimos em Portugal a um tratamento da informação inserido e trabalhado pelos grandes grupos de comunicação. Canais televisivos, rádios, jornais, revistas, folhetos, portais electrónicos, entre outros, pertencem normalmente a uma, ou poucas mais, grandes cadeias capazes de controlar e exibir as suas publicações a todos os públicos alvos, onde ninguém é esquecido!

Como é normal no início da elaboração de um periódico, a linha editorial é desde logo uma das primeiras tarefas a delinear. No editorial contemplam-se os objectivos a que se propõe, as matérias que se pretendem abordar, o espaço físico onde se insere, a periodicidade, a própria comunicação, etc.. Em suma será futuramente a cara do próprio órgão de comunicação. Embora o “Jornal Notícias de Gaia” tenha saído pela primeira vez para as bancas a 20 de Outubro de 1985, claro de que seria mais um periódico regional, neste caso mensal vocacionado para relatar o quadrante social do concelho de Vila Nova de Gaia, o certo é que só na edição número 10, datada de 25 de Julho de 1986 aparece o Estatuto Editorial afecto ao órgão de comunicação.

Durante todos estes anos de publicações, primeiro mensais e agora quinzenais, foram várias as caras que deram corpo a este órgão de comunicação. Contudo, com entradas e saídas normais, o periódico está organizado empresarialmente segundo uma determinada hierarquia.

Paulo Jorge Sousa é o titular da propriedade e ao mesmo tempo o Director do jornal. Como Directores Honorários a responsabilidade cabe a Fernando Sousa e Artur Villares. Tânia Tavares chefia um corpo redactorial composto por Jorge Freitas e Luís Morais Ferreira que executam notícias, reportagens, imagem fotográfica, entrevistas, entre outros géneros jornalísticos. Frequentemente, junta-se à redacção estagiários.

Quanto ao departamento comercial, é formado por Lídia Oliveira e Margarida Sousa, esta última acumulando a função de secretária de apoio a todas as secções do jornal. A este departamento é incumbido o papel de organizar todo o suporte monetário publicitário de vivência do regional.

A execução técnica do jornal e fotocomposição está a cargo da empresa Pressing, responsável pela montagem, fotografia, impressão e acabamento, ou seja é onde o periódico ganha a forma que tem. A distribuição quinzenal é feita pelas papelarias dispostas nas freguesias do concelho. A par desta organização existe, ainda, cerca de duas dezenas de colaboradores que participam regularmente de forma textual no preenchimento noticioso e opinativo do “Noticias de Gaia”.

Uma das particularidades com que se sempre bateu a direcção do JNG diz respeito à permissão de todos os interessados em adquirir gratuitamente este quinzenal. Todavia algumas das papelarias insistem em vender o produto, ao qual a direcção não se opõe, mas que manifesta o seu desagrado. Ao todo, contabilizam-se mais de três dezenas papelarias, espalhadas pelas 24 freguesias de Vila Nova de Gaia, que têm ao seu dispor exemplares do regional.

Contudo, e porque é intenção chegar a toda a gente mesmo aos mais desfavorecidos, é enviado sempre um exemplar para a Biblioteca Municipal de Gaia para que a todos seja permitida a leitura das novas da sua terra. A direcção do JNG envia também exemplares para diversas instituições públicas e privadas como: Juntas de Freguesia, Escolas do Município, Assembleia e Câmara Municipal, Assembleia da República, a todos os partidos e forças políticas, a instituições de caridade social, etc., contabilizando desta forma cinco mil jornais de tiragem média quinzenal.

Ao longo de 25 anos, foram muitos os trabalhos e projectos alcançados jornalisticamente pelo “Notícias de Gaia”. Ao analisar um pouco da história de um órgão de comunicação social, neste caso impresso, a primeira abordagem recai no primeiro número do jornal. Na primeira página, ou capa como se chamava na altura, “Esta é a voz das nossas notícias” foi o primeiro título empregue a uma notícia onde se pretendeu revelar os porquês destes novo projecto. Para abrilhantar a confissão, o subtítulo “Só assim se ouvirá o pulsar da nossa terra…” dava o mote do que seria futuramente este periódico, voltado para uma informação de carácter regional.

Passados pouco mais de quatro anos de vida do “Noticias de Gaia”, e após reuniões entre todas as secções do jornal – administração, redacção, publicidade e execução gráfica – entendeu-se que este periódico deveria passar a sair para as bancas quinzenalmente. Este novo objectivo foi retirado da ânsia de melhor e mais rápido informar o seu público das novas que se iam passando no concelho de Vila Nova de Gaia.

Este esforço fez com que a 10 de Janeiro do ano 1990, o número 53 do JNG surgisse diferente. Primeiro porque pela primeira vez foi usada a cor para melhor ilustrar a primeira e última página; e segundo porque a partir da data todas as edições tinham a periodicidade quinzenal. O objectivo havia sido alcançado. Até hoje, o “Notícias de Gaia” é um órgão de comunicação quinzenal, mas é intenção dos seus intervenientes que a curto/médio prazo passe a sair semanalmente.

Perante esta visão, podemos concluir que apesar de todas as adversidades inerentes aos órgãos de comunicação social regionais, neste caso o “Notícias de Gaia”, os periódicos estão e continuarão vivos. Uma coisa é certa, não é fácil desenvolver uma empresa e um jornal regional quando na sociedade existem muitas outras formas de mais rápido comunicar e com um espaço físico bem mais amplo.

Todavia, não esqueçamos que os jornais regionais pertencem à sociedade de informação. Há muito que garantiram o seu espaço, nomeadamente perto das suas populações presentes ou ausentes do seu espaço físico – os emigrantes. Resta agora apenas saber o que reserva o futuro para este tipo de periódicos. Segundo algumas análises de estudiosos nestas temáticas, os jornais regionais estão a ganhar por toda a Europa cada vez mais admiradores, facto a que se deve à imensa informação nacional e internacional à disposição dos receptores pelos inúmeros canais. Isto origina que os cidadãos escolham um canal e um meio de comunicação, complementando essa informação através de notícias regionais do seu próprio meio.

Esperamos pois que este ideal seja alargado ao território nacional, e neste particular ao espaço regional de todos os gaienses.

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