Marina de Portugal

Investimento totalmente privado ascende os oito milhões de euros. Espaço pode albergar 300 embarcações. Previstos 70 novos postos de trabalho que privilegiam comunidade piscatória da Afurada. Fernão Magalhães pode ser o futuro nome da Douro Marina

Pode não parecer, mas passaram sete anos desde que se falou, pela primeira vez, da construção da Marina de Gaia. Depois de muitos “pareceres e despareceres” e imbróglios burocráticos, lá se construiu a Douro Marina, inaugurada no último sábado. É a sexta marina do Norte do país, mas a maior de toda a longa faixa costeira, desde Cascais até à Galiza. Tem 65 mil m2 e três áreas: doca, oficina náutica e área comercial com lojas e dois restaurantes. Custou perto de 8,6 milhões de euros (investimento totalmente privado) e vai gerar 70 postos de trabalho diretos, potencialmente poderá criar mais 100 indiretos.
A Douro Marina tem estacionamento para 300 embarcações com calado até três metros e comprimento até 20 metros em todas as condições de maré. Atualmente, tem mais de 150 pré-reservas. Numa segunda fase, estão previstas as construções dos edifícios de apoio e a abertura de uma zona comercial que reunirá espaços comerciais e de restauração, bem como locais para apoio das atividades náuticas. Possivelmente ficará concluída em agosto.
Na cerimónia de inauguração, o primeiro a falar foi o diretor-geral da Douro Marina, que pretende que este equipamento seja “uma referência no panorama da náutica e recreio, bem como uma nova centralidade na Área Metropolitana do Porto”. Manuel Cunha acredita que esta será a “porta de entrada no Douro, seguindo a rota das organizações de grandes eventos náuticos e apostará na promoção e desenvolvimento de atividades desportivas através do Centro Náutico e da Academia de Vela”.
Na ocasião estiveram presentes três secretários de Estado. Sérgio Monteiro, que tutela as Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Almeida Henriques, adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, e o antigo vice-presidente da câmara, Marco António Costa, que lidera a secretaria da Solidariedade Social.
E foi o governante gaiense que inicialmente usou da palavra. Aproveitou para salientar o “momento simbólico para a região”, que resulta de “uma força mobilizadora conjunta, capaz de demover obstáculos”. Marco António evidenciou ainda a “importância estratégica fundamental” para a comunidade da Afurada e Canidelo.
Já António Almeida Henriques aproveitou para enaltecer o papel de Filipe Menezes na concretização da Douro Marina: “Este projeto reflete a visão de um autarca, que deve ser vista como exemplo a nível nacional. É tempo de os autarcas serem avaliados pelo seu valor acrescentado e pela capacidade em atrair investimentos, gerar postos de trabalho e riqueza no País”.
O secretário de Estado frisou ainda a forma de “governar corretamente, de olhos nos olhos, para vencer esta batalha da crise no País, ao mesmo tempo que mobiliza empresários, autarcas e cidadãos”, do autarca de Gaia.
O governante considera que este investimento serve dois macro-objetivos, nomeadamente, a promoção do turismo e internacionalização da economia portuguesa.

Acostagem no Douro
Finalmente, Luís Filipe Menezes. Depois de batizado padroeiro da comunidade piscatória, por uma afuradense, o presidente da câmara de Gaia recordou o percurso da Douro Marina. A ideia, partilhada com o antigo presidente da câmara do Porto, Nuno Cardoso, surge pela necessidade. Centenas de barcos (seja de recreio ou de excursões vindos do Norte da Europa) passavam pelo Douro e não conseguiam acostar no centro da cidade. A autarquia e a Gaia Polis adjudicaram a obra que, apesar de muitas contrariedades, está agora edificada.
Uma das polémicas que envolveu a marina é a localização. Como está bem perto dos pescadores, muitos têm por hábito localizá-la na Afurada. Geograficamente, a Douro Marina situa-se integralmente na freguesia de Canidelo, embora a vizinha comunidade piscatória deva usufruir mais das potencialidades do equipamento.
Menezes quis terminar de uma vez por todas com esta questão: “Esta não é a marina da Afurada, nem a marina de Canidelo, também não é a marina de Gaia e nem sequer do Porto. Esta é a marina de Portugal”, é sim mais um motivo turístico para visitar o país.
Para finalizar, o autarca propôs que, na inauguração das restantes valências, a Douro Marina rebatizasse o espaço com o nome de Fernão Magalhães. Foi o primeiro português com espírito “globalizante”. O navegador representa o empreendedorismo lusitano. Será um “símbolo exemplar”, uma imagem “dos portugueses que sabem arregaçar as mangas e que sabem ser os maiores em qualquer parte do mundo”.
Apesar da apregoada contenção, a Douro Marina teve direito a inauguração com alguma pompa e circunstância (não é à toa que estiveram presentes três secretários de Estado). A finalizar, o portuense Rui Veloso cantou e encantou. A comunidade gaiense, sobretudo a piscatória, ouviu e aplaudiu temas emblemáticos. ‘Quem vem e atravessa o rio, junto à serra do Pilar’… pode agora usufruir de mais um equipamento de referência!

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por noticiasdegaia Publicado em Sociedade Com as etiquetas

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