Dois dedos de conversa ao som de música de excelência

Uma das iniciativas do pelouro da Cultura chama-se ‘Conta-me Histórias’. Este é um projeto inédito e, de salientar, também é o programa ser todo de artistas portugueses. Mais ou menos rock, mais ou menos tranquilo, a única certeza são as caraterísticas intimistas do espetáculo. E mais, o Conta-me dará a oportunidade ao público de conhecer locais culturais do municipio que, muitas vezes, é desconhecido. Para além do auditório municipal, os espetáculos vão passar pelo Cine Teatro Eduardo Brazão, os jardins da Casa Barbot e ainda o Convento Corpus Christi. Os artistas já foram anunciados.

Os Clã de Manuela Azevedo são os primeiros a subir ao palco, no Convento Corpus Christi (8 Março). Seguem-se Rita Redshoes (5 Abril, Auditório Municipal), Mafalda Veiga (20 Abril, Auditório Municipal), Algodão/Pac Man (4 Maio, Auditório Municipal), Bernardo Sassetti (18 Maio, Eduardo Brazão), Luísa Amado (a mulher de Carlos Paredes) com Victor de Sousa (1 Junho, Corpus Christi), Mazgani (14 Junho, Corpus Christi) e, finalmente, Old Jerusalem (22 Junho, jardins Casa Barbot).

O ‘Conta-me Histórias’ tem como objectivo realizar uma sessão de conversa com os músicos sobre o processo de criação de canções e a importância que eles dão à palavra. Conversas simples sobre o quotidiano, regadas com boa disposição e irreverência q.b. Os músicos fazem-se acompanhar da guitarra, piano ou algo mais simples possível para, informalmente, durante a conversa, explicarem alguns pormenores do processo de criação, cantando seis a oito temas.

Para mediar a conversa teremos em palco o programador cultural e jornalista musical, Artur Silva, o pivot de informação da RTP, Jorge Oliveira, e o jornalista e crítico literário, Tito Couto.

O espaço em que decore a conversa recria uma sala de estar, de forma a criar um ambiente de intimidade e partilha mais profundos.

O Notícias de Gaia esteve à conversa com Tito Couto, um dos mentores do ‘Conta-me histórias’.

O Conta-me Histórias é um espetáculo diferente. Explique-nos o conceito.

O Conta-me Histórias é um espectáculo que junta a entrevista com o concerto acústico. No palco teremos a recriação de uma sala de estar, onde os músicos portugueses recordam as suas carreiras e alguns dos seus temas musicais mais emblemáticos. O ambiente é de profunda intimidade e boa disposição.

Depois de Paredes e Felgueiras, porque escolhem Vila Nova de Gaia?

No fundo acho que foi Gaia que nos escolheu, até porque a autarquia deseja criar um programa de formação de público no concelho. Ao saberem da existência deste nosso espectáculo, e dos resultados que tivemos noutros concelhos, decidiram convidar-nos.

Quais são as vossas expetativas em relação ou público de Gaia?

Não criamos expectativas. Sabemos que as pessoas vão começar por aparecer pela força dos artistas envolvidos e que rapidamente vão aderir à nossa descontracção. O que nos aconteceu em Paredes e  Felgueiras foi isso mesmo. Nos primeiros espectáculos as pessoas centram as atenções nos artistas e nas músicas, rapidamente aderem ao conceito independentemente dos artistas convidados ou do maior ou menor número de temas interpretados.

Para já estão agendados oito espetáculos. Pode aparecer outro ciclo de Conta-me?

Neste momento estamos empenhados nestes primeiros oito espectáculos e confiantes de que vai ser do agrado do público de Gaia. Depois disso vamos pensar naquilo que podemos fazer.

O Conta-me Histórias pode assumir características de espetáculo itinerante?

Depois de Paredes, Felgueiras e Gaia já podemos dizer que estamos em itinerância. Naturalmente que queremos levar este conceito a outros concelhos e cidades. Tudo vai depender da aceitação do público e da vontade de outras autarquias em nos receber.

Qual seria a próxima cidade?

Nunca pensamos nisso. Mas podemos deixar um classificado: Projecto bom de conversa e capaz de dar música procura cidade calma, descontraída, com sentido de humor e disponível para contrair uma relação espectacular.

O ‘Conta-me histórias” é um evento Passaporte Cultural. A obtenção do Passaporte Cultural de Gaia poder ser feita, sem qualquer custo, a qualquer altura ou aquando da aquisição dos bilhetes de acesso para qualquer espectáculo, mas sempre na Casa Barbot/Casa da Cultura. Bilhetes à venda no Cineteatro Eduardo Brazão e na Casa Barbot/Casa da Cultura. Preço normal: 4 Euros. Preço Passaporte Cultural: 2 Euros. Concertos às 22h00

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