Apoio domiciliário mais seguro com teleassistência

Joaquim Vaz com Maria dos Prazeres e o marido José

Desde o dia 6 de fevereiro Maria dos Prazeres disse sentir-se “mais segura e apoiada”. Porquê? Porque agora esta utente da Misericórdia de Gaia conta com o equipamento de teleassistência, instalado Portugal Telecom (PT), de acordo com o protocolo assinado entre a PT e a União das Misericórdias Portuguesas.

Maria dos Prazeres não retira do peito o pendente (colar) que pode acionar sempre que esteja numa situação de emergência e que não lhe dê tempo de chegar ao telefone para carregar no botão vermelho do SOS. E as situações de emergência para Maria dos Prazeres têm sido algumas. Não pelos 73 anos e por ter os problemas de saúde habituais da idade, mas sim pelo facto de ter o marido José, de 73 anos, acamado com Alzheimer e que é utente de apoio domiciliário da Misericórdia de Gaia. O casal que, como muitos outros, vive só e com a famíla longe.

“Ligava para o médico de família que dizia que não podia vir; ligava para o hospital e diziam que era o médico de família que tinha que resolver. Eu estava aqui numa aflição e não sabia quem me havia de socorrer “, contou Maria dos Prazeres.

Mas agora, com o sistema de teleassistência há sempre alguém que atende do outro lado da linha com conhecimento e disponibilidade para ajudar.

“Carrego no botão e espero que alguém me atenda”, disse com um sorriso no rosto e garantiu que agora sente-se “mais segura e apoiada”.

“Nós temos a obrigação de apoiar estas pessoas, mas também é preciso que elas estejam devidamente capazes e preparadas para receber esta tecnologia” afirmou o Provedor da Misericórdia de Gaia. Joaquim Vaz já encomendou mais cinco equipamentos de teleassistência para os casos mais urgentes de famílias identificadas pelo Departamento de Ação Social da Misericórdia de Gaia. Ainda assim, segundo o provedor, eram precisos “mais cerca de 50 equipamentos”.

Para além deste passo tecnológico que ajuda a combater a solidão dos idosos, a Misericórdia de Gaia tem ainda o objetivo incrementar os laços humanos nesta luta, através da criação de redes de vizinhança que devem alertar a instituição sempre que algum utente de apoio domiciliário da Irmandade esteja numa situação de aflição. “Os vizinhos perguntam se o meu marido está melhor e se podem ajudar, mas também já são pessoas de muita idade”, afirma Maria dos Prazeres para quem estas palavras e preocupação dos vizinhos “já é muito bom”.

O que é a teleassistência…

O sistema de teleassistência destina-se a pessoas idosas, pessoas que vivem sozinhas ou que têm algum grau de incapacidade ou dependência. O sistema funciona da seguinte forma: a pessoa que está em situação de emergência pode pegar no auscultador do telefone que tem teclas grandes e uma tecla de S.O.S. vermelha que devem pressionar ou então carregar no botão vermelho do pendente que podem trazer ao pescoço: “No caso de urgência a pessoa carrega no botão durante três segundos e é feita uma chamada em alta voz para que a pessoa possa estar livre em termos de movimentos”, explicou Cristina Ribeiro da PT. Do outro lado da linha existe um serviço de atendimento especializado e permanente durante 24 horas por dia que tem acesso ao histórico de cada utente, podendo-lhe dar sugestões de como agir, ou tomar outras medidas em casos mais graves. “Podem chamar um vizinho ou um familiar, porque existe uma lista no currículo de cada utente com todos os dados das pessoas que podem ser contactadas numa situação de urgência. No caso de maior gravidade o serviço chama o INEM que vai até à casa da pessoa que precisa de ajuda”, garantiu Cristina Ribeiro.

No caso de Maria dos Prazeres, como o marido é utente de apoio domiciliário da Misericórdia de Gaia, a instituição é um dos contactos que o sistema de teleassistência pode estabelecer em caso de urgência.

Segundo Cristina Ribeiro, o presente projeto insere-se no âmbito da responsabilidade social da PT que a levou a estabelecer um protocolo com a União das Misericórdias Portuguesas no sentido de distribuir 1000 equipamentos de teleassistência pelos idosos mais carenciados que sejam referenciados pela UMP, e de oferecer a primeira anuidade deste serviço. O UMP contemplou a Misericórdia de Gaia com dois equipamentos de teleassistência, bem como outras Misericórdias. O projeto é válido durante um ano, a partir do qual são os utentes e/ou as Misericórdias que decidem se pretendem continuar com o serviço, suportando o seu custo, ou não.

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