Afurada quer monumento aos pescadores

“Decidiu a junta, juntamente com a assembleia de freguesia, celebrar de uma diferente, única ao longo destes 60 anos, o aniversário da nossa freguesia”. Foi esta a forma que o presidente da autarquia local iniciou o discurso da sessão solene.

Com esta iniciativa, a autarquia quis fazer uma homenagem a um conjunto de pessoas que evocou o nome da freguesia durante muitos anos. Por exemplo, todos os ex-atletas afuradenses, nomeadamente Vitor Baía. Depois todas as coletividades e associações, incentivando-as a continuar a desenvolver o importante trabalho em prol da comunidade. E, finalmente, Luís Filipe Menezes, sendo o “autarca que mais pugnou pela freguesia nos seus 60 anos de história” e “homenagear a identidade desta terra que são os pescadores. Todos, sem excepção”, revelou Eduardo Matos.

“Nós não somos melhores, nem somos piores que a população das outras freguesias. Mas somos diferentes em tudo” e, esta diferença, deve-se ao papel dos pescadores, já que, ao longo destes anos, para além de um fator económico determinante para o desenvolvimento da comunidade, também ajudaram a “cimentar as carateristicas e a tipicidade genuína desta terra”, enalteceu o edil afuradense.

Eduardo Matos, ao contrário da grande maioria dos homens da comunidade, não é pescador, por imposição do próprio pai. Apesar disso, o autarca resolveu aproveitar a presença de muitos afuradenses para incentivar os mais jovens a “irem para o mar”. Até porque “é um setor, face à crise que estamos a atravessar, onde não houve austeridade. O que significa que é um setor onde vale a pena apostar, onde vale a pena investir”, afirma o edil.

“Hoje o mar, face às novas tecnologias, já não é tão perigoso”, explica, “daí lançar este apelo aos jovens”. O executivo vai continuar a promover o curso aos jovens que permite a aquisição da Cédula Marítima porque a pesca é uma aposta para quem não tem emprego.

O edil aproveitou a presença de alguns vereadores da câmara para levar um pedido ao presidente: a edificação de um verdadeiro monu-mento em homenagem aos pescadores e que marque o setor da pesca”.

Pescadores unidos

O mestre Fernando foi a voz de todos os pescadores homenageados. Visivelmente emocionado, mostrou o desagrado da comunidade em deixar de ser freguesia e justifica que esta nova realidade deve ser contrariada. “Devemos lutar até ao último momento, mas de forma ordeira porque não queremos ser conhecidos como povo desordeiro”.

“Somos um povo único, com tradições únicas e por isso não podemos ser apenas o Lugar da Afurada”, explicou o pescador. O mestre recebeu uma das maiores ovações do dia, ou não fosse ele o espelho desta gente do mar.

Os quatro dias de festa terminaram com o descerramento de uma “humilde placa” em honra dos pescadores, bem como com o lançamento de uma coroa de flores ao mar, em honra dos homens que perderam a vida na faina, ao longo destes 60 anos.

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