Gaia atribui cinco milhões de euros às juntas

Apesar das medidas de austeridade decorrentes da crise financeira, e consequente penalização das câmaras, o executivo municipal acaba de atribuir mais cinco milhões de euros às 24 juntas de freguesia do concelho.

“Em Gaia, estamos a conseguir manter um nível de apoio relativamente interessante”, afirmou o presidente da câmara de Gaia, durante a cerimónia de celebração de protocolos de delegação de competências. Este apoio é destinado as áreas de gestão de espaços verdes e de execução de obras de reparação em ruas, passeios e estradas municipais.

Foram ainda assinados mais dois acordos complementares: um aditamento ao protocolo de comparticipação financeira à Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, para conclusão das obras e aquisição de equipamentos do auditório da sede da freguesia; e um protocolo de colaboração financeira com a Associação Recreativa de S. Martinho d’Além, em Vilar do Paraíso, para a realização de obras de reconstrução e requalificação da sede da colectividade.

“Estes dois protocolos complementares não constituem discriminação positiva, uma vez que existe um lote de comparticipações na calha destinado a associações, que será desbloqueado de acordo com a disponibilidade financeira da Câmara”, explicou Luís Filipe Menezes, aproveitando para manifestar o reconhecimento e gratidão pela “exemplar capacidade dos presidentes de unta compreenderem e adaptarem-se à nova realidade”.

Nas próximas semanas, o autarca vai protocolar com as juntas novas delegações de competências para a gestão de património municipal.

Numa altura em que o debate nacional incide na reestruturação da economia e das empresas, Filipe Menezes defendeu a presença do Estado num conjunto de soluções conducentes à estabilidade e viabilidade económica do país, reiterando a “solicitação no sentido de o Estado tomar medidas com efeitos imediatos de corte radical com a estrutura centralista do país”.

Apelou ainda à coragem do Governo para colocar no Porto a sede de várias empresas e grupos económicos, com vista à criação de uma “almofada para reequilibrar a distribuição da riqueza nacional”.

“Partiram do Porto empresários, homens da cultura, das artes, da comunicação social porque não houve força política para defender a Área Metropolitana do Porto. É preciso ganhar o combate político e, depois, o económico e o social”, considerou, sublinhando a necessidade imperiosa de aproveitar a oportunidade da próxima década para criar uma forte liderança no Porto e na Região Norte do País.

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