Governo diz ‘nim’ ao novo hospital de Gaia

Presidentes da câmara e do Centro Hospitalar de Gaia reforçam a necessidade da nova infraestrutura. Ministro da Saúde reconhece que o futuro hospital é “uma das prioridades que está listada”, mas que o investimento tem de ser ainda avaliado “em termos nacionais”
Álvaro Monteiro é o novo presidente do Conselho de Administração (CA)do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E). E foi o ministro da Saúde, Paulo Macedo, que presidiu à tomada de posse e ouviu o desejos do novo CA para o futuro.
Coube ao presidente da autarquia ser o primeiro a discursar. Naturalmente, a Filipe Menezes estava mais que previsto o apelo ao Governo para a construção do novo hospital. E assim foi. O autarca pediu ao governante, “numa lógica Norte-Sul, que este hospital possa ser priorizado”, cabendo ao ministro “analisar com cuidado a justiça relativa”.
O edil sensibilizou Paulo Macedo no sentido de “verificar tecnicamente, com justiça, se este hospital, onde se faz medicina de primeiríssima classe em muitas das especialidades médicas e cirúrgicas, não merece nesta altura ser uma prioridade”. A concretizar-se, esta construção “iria também equilibrar aquilo que é injusto em termos de investimentos públicos das últimas décadas entre a Área Metropolitana do Porto e a de Lisboa”.
Já Álvaro Monteiro aproveitou para evidenciar que este é um grande “hospital central na Região Norte do país”, servindo mais de 335 mil habitantes oriundos de Vila Nova de Gaia e Espinho, mas respondendo também a muitas necessidades da população vizinha. Ainda assim, “faltam-nos comodidades” e “ansiamos por melhores instalações”.
O médico aproveitou a oportunidade para pedir “nada mais que a equidade na distribuição de recursos. Não só entre Norte e Sul do país, mas também e em particular equidade de distribuição de recursos a Norte e a Sul do Douro”.
Depois de ouvir Filipe Menezes e Álvaro Monteiro, o ministro da Saúde respondeu ao apelo dos dois: “A aspiração da construção do novo hospital, com vista a substituir estas antigas unidades de saúde, é legítima e corresponde a um desejo de poder continuar a garantir os melhores cuidados a todos aqueles os que são abrangidos por esta instituição”. No entanto, “a bem da transparência, importa referir que, como já tenho reafirmado, a decisão do novo hospital deve ser enquadrada no todo nacional, mas também na definição das prioridades estabelecidas, bem como no quadro do financiamento disponível”, acrescentou.
Paulo Macedo pediu ainda ao novo presidente do CHVNG/E que “continue a desempenhar a atividade, envolvendo na mudança de paradigma todos os profissionais de modo a que possamos ter maior e melhor oferta, ótima acessibilidade e rigor na despesa”.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s