Trabalhadores da Cerâmica de Valadares protestam junto à câmara

Esta manha, perto de 150 trabalhadores da Cerâmica de Valadares estiveram em frente ao edifício dos Paços do Concelho, sendo depois recebidos pelo presidente da câmara de Gaia.
Filipe Menezes assegurou que vai pedir uma reunião ao ministro da Economia, procurando ajuda para resolver os problemas que assolam a empresa.
O coordenador da comissão de trabalhadores da unidade transmitiu esta vontade do autarca aos restantes trabalhadores, mas mantém-se preocupado com a situação. Daniel Gonçalves afirmou que a administração da empresa tem a intenção de retomar a laboração na segunda-feira, após a paragem forçada desde dia 29 de dezembro por falta de dinheiro para pagar o gás.
O que ainda não foi confirmado é se o pagamento dos salários relativos a dezembro vai se efetuado.
Recorde-se que a Cerâmica de Valadares existe há mais de 90 anos, alberga 420 trabalhadores e está paralisada há vários dias por dificuldades financeiras.
Na próxima terça está agendado um plenário de trabalhadores com o intuito de estabelecer novas formas de luta.

PCP crítica “demagogia da câmara sobre Cerâmica de Valadares”
A Comissão Concelhia de Vila Nova de Gaia do PCP não tardou em reagir. Reafirma “a sua solidariedade ativa para com os trabalhadores em luta da Cerâmica de Valadares” e salienta que “não é com palavras vãs e de circunstância que se resolvem os problemas dos trabalhadores desta empresa”.
Os comunistas afirmam que “o papel da Câmara Municipal neste processo é lamentável e denota a postura demagógica que caracteriza a postura deste executivo”. E explicam: “Se por um lado defendem o conjunto de medidas contidas no acordo de ingerência externa, vão reafirmando em múltiplas circunstâncias a necessidade dos ‘sacrifícios’, por outro são capazes num exercício de dupla personalidade impressionante na presença dos trabalhadores, são capazes de considerar infame o corte dos subsídios de natal.
A concelhia aponta ainda o dedo às afirmações de Menezes: “A câmara teve conhecimento que o Ministério da Economia acompanha o caso desde há 3 meses – Que medidas foram tomadas? (além de tentar convencer a fornecedora de gás e eletricidade a facilitar o pagamento das faturas – recorda-se aqui quem quer liberalizar o acesso a estes principais custos de produção, PSD/CDS-PP). Afirmou que manipulou o PDM de acordo com os interesses da fábrica – ‘valorizou’ os terrenos da Cerâmica ao permitir a construção e ‘desvalorizou’ os terrenos para onde a fábrica se irá deslocalizar – e que está disponível para permitir a construção de ‘torres’ para os valorizar ainda mais!
O PCP fez-se representar nesta jornada de luta pelo deputado municipal por Jorge Sarabando e o membro comunista António Gonçalves. A delegação aproveitou para informar os trabalhadores que o PCP questionou o Governo sobre esta situação, exigindo medidas que permitam a laboração da empresa e a manutenção dos postos de trabalho.

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