PCP acusa ataque às colectividades

Comunistas discordam com o fim dos apoios da autarquia e dizem que decisão, enviada às associações pelo vereador da Cultura, só acontece porque este não é um ano eleitoral

O PCP acusa a câmara municipal e o PS de deixar de apoiar e atacar as colectividades do concelho, usando estas apenas como “joguete político por parte da autarquia, que usa quando dá jeito em ano eleitoral e descarta quando não precisa”. Na base da opinião dos comunistas está “uma missiva que o vereador da Cultura, Mário Dorminsky, enviou às associações populares”, onde se comunica a “impossibilidade de estabelecer protocolos neste e no próximo ano, a pretexto da crise económica, o que obrigou a tomadas de decisões governativas que implicarão sacrifício a todos os portugueses”.

Perante esta decisão da edilidade, o PCP considera que se trata de um golpe do PSD e PS para inviabilizar o trabalho de muitas associações, que pode colocar em causa postos de trabalho, actividades lúdicas, recreativas, culturais e de apoio social aos que menos têm. “Este ano, que não é eleitoral, Luís Filipe Meneses não passeará pelas associações de livro de cheque na mão”, observam.

“O corte dos fundos para as colectividades corresponde também à cedência a interesses económicos, ou seja, a elitização do desporto, cultura, lazer e até aspectos educativos aos que podem pagar, uma vez que entidades privadas prestadoras de serviços vão proliferando em Gaia”, acrescentam.

Nota para o facto de a câmara municipal ressalvar a existência de “apoios a título excepcional, como investimento realista virados para a construção ou reabilitação de equipamentos e instalações. “A missiva termina com um desresponsabilizador desejo de que a crise venha a ultrapassar a crise a que a maioria de nós é alheia”.

As posições do PCP sobre este assunto resulta de uma reunião efectuada, este sábado, com as colectividades, o deputado Miguel Tiago e eleitos municipais da CDU, onde se constatou as preocupações e dificuldades, o receio quanto ao futuro, o possível fim de sonhos e projectos associativos.

Reacção da autarquia

Na sequência desta posição política, a autarquia, através do pelouro da Cultura, sublinhou que o texto enviado às colectividades serviu para dar “conhecimento de que se iria dar primazia ao apoio a investimentos em infra-estruturas das colectividades”.

Todavia, Mário Dorminsky não compreende quem afirma que a câmara não apoia o movimento associativo, “quando, de forma realista mas também planeada, a missiva solicitava informação a esse mesmo movimento das prioridades de investimento infra-estrutural nos equipamentos das colectividades”.

“É pois abusiva qualquer outra interpretação fora do que aqui reafirmo. Adquirem dimensão de mera intriga partidária as apreciações que a este propósito se desviem da verdade factual aqui retratada”, conclui.

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