Ambiente

Deputados socialistas querem rápida intervenção no quebra-mar da Aguda

Este fim-de-semana, os deputados socialistas eleitos pelo círculo do Porto juntaram-se aos camaradas gaienses e deslocaram-se à Aguda para analisar a problemática quem tem travado os pescadores na faina.

Em Agosto de 2002 foi concluído o quebra-mar da Aguda que tinha como principal objectivo “proteger o respectivo núcleo habitacional e permitir uma maior segurança na saída e regresso das embarcações afectas à comunidade piscatória, cujas origens remontam aos finais do século XIX”. Porém, segundo os deputados, tem havido “uma evolução negativa dos efeitos do quebra-mar que tem impedido a sua operacionalidade”.

Inicialmente, devido a uma contínua acumulação (tômbolo) de areia no interior da estrutura, com proporções muito acima das previsões do projecto. E, posteriormente, o referido tômbolo uniu a marginal à extremidade norte do quebra-mar, deixando este de funcionar como esporão. “Este fenómeno tem impedido, por inúmeras vezes, que cerca de 40 pescadores saiam para o mar em busca do seu sustento”, explicaram os socialistas. Em paralelo, gerou-se um outro problema: o desassoreamento da praia da Granja, imediatamente a sul.

Desde então, ora o Instituto da Água (INAG), ora a câmara municipal de Gaia têm vindo a atenuar o problema optando pelo desassoreamento do quebra-mar. Uma intervenção que para além de ter um custo elevado tem também um efeito temporário.

Segundo os membros do governo, “é certo que este quebra-mar perdeu a sua operacionalidade. É certo que o INAG e a Câmara de Gaia ainda não encontraram uma solução definitiva para o problema. Mas também é certo que este problema perdura há demasiado tempo, acentuando, assim, o risco de desmantelamento da comunidade piscatória. Novos cenários têm sido ventilados. Impõe-se uma abordagem mais profunda, pelo que alguma operação de fundo tem de avançar e com urgência”. O importante é que aconteça uma rápida intervenção no local, definitiva “de forma a devolver a segurança aos pescadores da Aguda”.

Por este motivo, os deputados socialistas solicitaram na última segunda-feira ao ministério do Ambiente respostas para esta problemática, nomeadamente quando irá avançar com uma rápida intervenção no quebra-mar da Aguda, como pensam fazê-lo, assim como quais os custos e prazos envolvidos. Amanhã pretendem encontrar-se com responsáveis do INAG no sentido de encontrar respostas para estas mesmas perguntas.

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