Autárquicas 2009

Joaquim Couto “esperançado”

Propostas para combater a pobreza e para potenciar a transparência da gestão autárquica foram temas da última conferência da candidatura socialista

Couto1“Faço um apelo aos eleitores que votaram no domingo no PS que o façam novamente no dia 11 de Outubro já que o que está em causa é derrotar a maioria de direita, ao nível local”. Joaquim Couto pretende, desta forma, apelar à participação activa dos gaienses, ainda mais depois do resultado das últimas eleições que deu ao PS 41,26% dos votos, contra os 27,3% do PSD.

Resultado este que deixa a candidatura socialista confiante “num resultado semelhante ou superior”, até porque tradicionalmente o eleitorado gaiense é socialista”. Aliás, como se viu nas europeias, apesar do PSD ter ganho as eleições, em Gaia a população votou maioritariamente PS. “Estamos esperançados que se votarem do mesmo modo, não há dúvidas nenhumas que ganharemos a câmara”, revelou.

Desemprego e gestão autárquica

A candidatura “As pessoas valem mais” reconhece que Gaia é um município “complexo”, onde existe a “maior taxa de desemprego do país”, o “rendimento médio dos salários é baixo” e que apresenta uma “queda de 26 pontos no índice de qualidade de vida dos concelhos portugueses, nos últimos quatro anos”.

Algumas das propostas dos socialistas estão dirigidas ao combate ao desemprego. Assim, “quando chegarem ao poder”, irão promover um plano de desenvolvimento social potenciador da Rede Social; criar um observatório da pobreza; implementar mecanismos de intervenção preventiva e protecção eficaz de crianças e mentores em risco de pobreza; estabelecer parcerias com a Segurança Social e as IPSS’s para a diminuição significativa da pobreza de idosos; combater a toxicodependência e apoiar as famílias atingidas por esse flagelo; e, finalmente, apoiar com reconhecimento, transparência e meios financeiros adequados as IPSS’s, ONG’s e movimento associativo que trabalham na área da exclusão social.

No que diz respeito à transparência na gestão autárquica, Couto promete implementar um plano financeiro de emergência para pagamento das dívidas da câmara aos credores; garantir e honrar os compromissos políticos e financeiros com as juntas de freguesia, associações e colectividades; combater o despesismo da câmara e empresas municipais; realizar reuniões rotativas do executivo municipal em todas as freguesias; e certificar a qualidade dos serviços municipais.

Com estas medidas, os socialistas pretendem racionalizar a dívida da câmara e respectivas empresas municipais – que suspeitam ascender aos 500 milhões –, mas ao mesmo tempo gerir e investir em novos projectos. Assim, uma das primeiras reuniões será feita com todos os credores e a banca. “À semelhança do que António Costa fez em Lisboa”, explicou.

Também está na forja a diminuição e reorganização das empresas municipais para apenas 1/3. Os “funcionários serão reabsorvidos pelas que permanecem”, confirmou o candidato.

O socialista manifestou ainda a “situação indigna e desrespeitosa” que envolve a não participação de Luís Filipe Menezes nos debates em que participam todos os candidatos à câmara de Gaia. “O dr. Luís Filipe Menezes foi a favor do debate entre os candidatos para as legislativas, mas não para o município de Gaia”, salientou.

Joaquim Couto divulgou que dentro de dois dias o manifesto eleitoral da candidatura socialista chegará às mãos dos gaienses.

Isabel Oneto “honrada”

oneto“É uma honra para mim”. Foi por isto que a cabeça de lista do Partido Socialista à Assembleia Municipal (AM) de Vila Nova de Gaia aceitou o repto da candidatura. Mas não só. Isabel Oneto considera que “a AM é o órgão autárquico zelador dos interesses das populações e da fiscalização da actividade dos executivos municipais”. A ex-governadora civil termina dizendo que a assembleia é um “pilar fundamental da democracia”.

Couto e Elisa Ferreira juntos na campanha

Amanhã os candidatos às câmaras de Gaia e do Porto vão participar juntos numa acção que pretende dar visibilidade à potencial “união política” entre as duas cidades.

Devido a “picardias dos dois presidentes” as cidades têm estado de costas voltadas. Muitas vezes “duplicam investimentos e iniciativas que podiam ser feitas em conjunto”, revelou o candidato. Isto “para não falar de quando apenas se limitam a tecer considerações negativas um do outro”.

Este afastamento de Filipe Menezes e Rui Rio não “dignificam em nada a política”. Devido a esta ‘quezília’, as duas cidades e a própria Área Metropolitano do Porto tem saído prejudicas em vertentes distintas como o turismo ou na evidenciação das potencialidades das regiões.

Bem cedo, os candidatos vão fazer a travessia de barco de Gaia para o Porto. Couto ressalva que “o rio Douro deve ser elo de ligação e não de separação”. TT

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