Política

Bloco apresenta candidatos a Gaia

Em período de eleições, e depois de apresentar os candidatos às juntas de freguesia, o Bloco de Esquerda apresentou na passada quarta-feira os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal Gaiense.

joão semedo

joão semedo

A cerimónia decorreu no Gaia Hotel e contou com a presença de vários candidatos do partido inclusive os cabeça de lista à Câmara Muncipal e Assembleia Municipal, João Semedo e Eduardo Pereira, respectivamente, que expuseram as políticas adoptadas pelos bloquistas.

Alda Sousa, candidata da lista à Câmara Municipal de Gaia, apresentou o Bloco como “um partido jovem”, falando um pouco sobre o caminho percorrido pelo partido esquerdista desde a formação até à actualidade.

É de salientar o facto de nestas autárquicas o partido concorrer a mais freguesias que há quatro anos atrás. Canelas, Canidelo, Gulpilhares, Mafamude, Madalena, Santa Marinha, Oliveira do Douro, são apenas exemplos de um vasto leque de freguesias a que o partido concorre. É notório que o Bloco apresenta mais candidatos, revelando também uma maior participação de independentes.

Nestas autárquicas o objectivo do partido é eleger pela primeira vez vereadores em Gaia “pondo fim ao monopólio do poder de Luís Filipe Menezes e reforçando a presença nos órgãos autárquicos do concelho”.

Alda Sousa defende a acção dos deputados do partido bloquista afirmando que “não foram uns deputados quaisquer que se limitaram a ir às reuniões e estar a favor ou contra as propostas”. A bloquista garante que os deputados do partido sempre adoptaram políticas que lhes permitissem estar junto da população, apoiando-as nas suas maiores dificuldades. Afirma ainda que “fomos a oposição firme na Assembleia Municipal mas fomos também muitas vezes alternativa. Não nos limitamos apenas a denunciar as políticas anti-sociais de Luís Filipe Menezes”, contrariando o edil nas políticas adoptadas enquanto presidente da Câmara de Gaia.

eduardo pereira

eduardo pereira

Eduardo Pereira, cabeça de lista à Assembleia Municipal apresentou os candidatos Bloquistas referindo que globalmente os candidatos têm menos de 40 anos e 50% são mulheres, formando assim um partido plural que reflete o Bloco de Esquerda.

Os candidatos mostratram-se confiantes e acreditam que o trabalho que têm vindo a desenvolver no município gaiense mudou qualitativamente Gaia e “ vai continuar com mais condições e sucesso”. Sentem-se confiantes pois dizem notar um crescente reconhecimento por parte da população gaiense. “Hoje o Bloco de Esquerda é muito mais que um partido de protesto, manifesta-se pronto para participar na construção de uma alternativa.É hoje um partido de propostas” afirma o candidato.

Eduardo Pereira apresentou o programa de propostas, garantindo que o Bloco pretende intervir em áreas de defesa como os serviços públicos e a protecção do ambiente. Defende por isso a resolução de quatro problemas que considera prioritários: o combate à crise social, não eliminando a responsabilidade que cabe ao governo e aos municípios. Pretende pôr um ponto final na crise social e económica que se vive no país através de políticas de investimento e apoio à população que mais se ressente. O segundo ponto da proposta é o apoio a vítimas de violência e a desempregados, tendo em especial atenção as altíssimas tarifas de água e saneamento “demasiadamente pesadas em Vila Nova de Gaia”. Também a reabilitação da habitação merece a atenção do bloquista, uma vez que grande parte da população gaiense vive em condições degradadas. “O Bloco tem uma proposta a nível nacional de investimento público na reabilitação, criando habitação para quem dela necessita” são as palavras de Eduardo Pereira. O candidato à Assembleia referiu ainda a importância de uma remodelação a nível dos transportes públicos que considera de uma extrema falta de qualidade. Acusa ligações que não existem, transportes demasiadamente dispendiosos, horários que não se cumprem e meios de transporte que não se identificam uns com os outros. Terminou a intervenção falando ainda da participação cidadã defendendo que os gaienses devem ter uma palavra mais decisiva nas resoluções que lhes dizem respeito, sugerindo por isso que uma proporção do orçamento municipal seja investido de acordo com a decisão da população. PC / MG

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