Opinião

Dez horas de desrespeito

24 horas blogGaia assistiu a um evento único em Portugal e, por que não dizê-lo, de um certa originalidade mundial. “24 horas Karting Gaia 2009” passou pelo coração da cidade, trouxe até nós milhares de espectadores e, nos dias 16 e 17 últimos, os 900 metros de pista foram de verdadeira emoção.

O concelho precisa de iniciativas deste género, até para melhor combater a crise; carece de continuar “no mapa”, para continuar a ser referência no Norte do país; necessita de ser um município que “não pára”, onde o progresso apraz salutar.

Até aqui tudo bem. O problema começa quando se decide prolongar uma prova motorizada pela madrugada dentro. Há limites para tudo. E é precisamente perante este pressuposto que surge este comentário.

Sem prévio parecer dos moradores, a Gaianima, com a chancela da câmara municipal, tomou a decisão de co-organizar o evento com uma empresa de Espinho – ‘Objectivo 24’ – e marimbou-se por completo para a opinião dos residentes sobre esta corrida. Não quis saber do normal cidadão, não quis saber do silêncio nocturno necessário para o bem-estar das crianças e idosos – muitos deles apenas com uma simples janela a separá-los da pista -, pouco quis saber se tal barulho ensurdecedor afectava o dia de quem vê no trabalho uma imposição de fim-de-semana.

Exemplo de tudo isto é o ruído perceptível, além de Mafamude e no sossego da noite, em algumas zonas das freguesias de Santa Marinha (por exemplo na V8), em Oliveira do Douro e mesmo em Vilar do Andorinho.

Repito: Gaia precisa de estar “em alta” e de trazer gente até ela; não precisa é de 24 horas de barulho em zona urbana, principalmente de madrugada, quando 14 (das 8h às 22h) seriam suficientes; ou então que se encontre um espaço digno para o efeito, sob pena de os fardos de palha colocados na pista improvisada quererem dizer muita coisa…

Por tudo isto se conclui que o “24 horas Karting Gaia 2009” devia rebaptizar-se de “10 horas de desrespeito Gaia 2009”. Tal ostracização imposta à população deve ser evitável e não repetível. E se este comportamento carece de pedido de desculpa, aguardemos se alguém não acaba por agir judicialmente contra ele. Paulo Jorge Sousa

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