Encerramento da repartição de finanças nos Carvalhos é uma “injustiça”

Luís Menezes foi até Pedroso e mostrou-se solidário com a comunidade. Social-democrata quer a reabertura do espaço. PS Gaia espera que o deputado consiga reabrir balcão

Foi no inicio de Fevereiro que a 3.ª Repartição de Finanças de Gaia encerrou. Situado no coração dos Carvalhos,  este espaço servia mais de 100 mil pessoas, moradores da área sul/interior do concelho, nomeadamente das freguesias de Grijó, Olival, Pedroso, Perosinho, Sandim, S. Félix da Marinha, Seixezelo, Sermonde e Serzedo.

Passados todos estes meses, a população ainda não se conforma com este encerramento. Para resolver qualquer problema tem de ir até ao centro da cidade e isso acarreta uma grande deslocação. Questões como o selo do carro pode transtornar horas dos gaienses que moram numa daquelas nove freguesias.

O deputado social-democrata, eleito pelo circulo do Porto, visitou ontem mesmo o espaço para se mostrar ao lado da comunidade e para salientar que não esqueceu esta questão. Pelo contrário: “farei tudo para reabrir esta repartição de finanças”.

Luís Menezes está de acordo que o governo cumpra com o memorando da troika, que continue a dinamizar e requalificar os serviços de finanças, mas que reconsidere o caso dos Carvalhos. Pode ser” encerrada, por exemplo, a repartição da rua 14 de Outubro” e reabrir esta. No entendimento do social-democrata, não tem lógica “fechar a única que não está no centro da cidade”.

Acusou o governo de não conhecer a realidade municipal, arrastando as críticas às estruturas socialistas. Esta foi uma decisão feita às “escondidas, com a conivência do PS distrital e do PS Gaia, sem ter o cuidado de fazer o melhor para a população”.

Este espaço é adequado às exigências, bastando apenas “umas pequenas obras de requalificação” para o melhorar, assegurou.

O deputado da nação vai agora pedir uma audiência ao Ministério da Justiça para mostrar esta “injustiça” que envolve a deslocação de 100 mil pessoas, maioritariamente idosas.

Eduardo Vítor Rodrigues responde às acusações

Dez meses depois do encerramento, este é um tema apartidário. Luís Menezes lamenta a decisão, assim como os socialistas gaienses: “o PS Gaia sempre contestou a decisão do governo de encerrar as Finanças dos Carvalhos, decisão que consideramos errada. Disse-mo-lo e lutamos contra a decisão do Governo PS. Infelizmente, não conseguimos reverter o processo”, afirmou o líder do PS local.

Quanto às críticas de “conivência”, Eduardo Vítor Rodrigues refuta-as totalmente e explica: “a prova que o PS concelhio não teve conivência nenhuma está no voto na assembleia municipal e na proposta que os deputados do PS na assembleia da república apresentaram, contra o próprio governo, na altura do PS. Hoje o governo é PSD/CDS e o que as pessoas esperam do dr. Menezes é que consiga repor a situação junto do governo do seu partido. Nós estamos aqui para ajudar. Se o conseguir, terá o nosso aplauso; se não o conseguir, fica demonstrado que, afinal, o PSD concorda com a decisão e limitou-se a fazer populismo barato em época eleitoral. O passado foi julgado nas urnas; o que as pessoas de Gaia esperam é que o dr. Menezes corrija os erros em vez de lamuriar sobre eles”.