Centro Escolar do Parque da Cidade concluído em julho

Presidente da Câmara deixa claro de que, ao contrário do da Serra do Pilar, este equipamento abre no dia em que ficar pronto. Autarquia reabilita Rua Raimundo de Carvalho, em Oliveira do Douro, de forma a garantir a melhor a segurança na envolvente a este novo espaço educativo
O Centro Escolar do Parque da Cidade abre portas em julho. As obras estão a andar a um ritmo normal e este equipamento educativo, inserido nos três projetados para o concelho, fica apto para receber 525 alunos do ensino pré-escolar e primário já no próximo ano letivo.
“Em Gaia fazemos coexistir grandes escolas, economicamente mais viáveis e com melhores condições, com escolas pequenas. Os três grandes centros escolares em construção vão permitir que 1500 alunos tenham acesso a escolas públicas diferentes e que se regem por outras filosofias, com equipamentos desportivos e culturais, salas especiais para trabalho pedagógico”, referiu o presidente da câmara, durante a visita feita ao local, no passado dia 5.
Este centro escolar, orçado em 4,9 milhões de euros, terá três pisos, 22 salas de aula, um pavilhão polidesportivo coberto, um auditório, dois refeitórios e uma sala polivalente. Espaços que Menezes quis ver na primeira pessoa e onde aproveitou para deixar o recado, na presença dos membros do executivo camarário, de que, ao contrário do que aconteceu no pólo da Serra do Pilar, “não há protestos nem cartas que façam com que esta escola não abra no dia em que ficar pronta; é inegociável”.
Nota para o facto de poderem ser aproveitadas sinergias entre este equipamento e o espaço envolvente. Isto porque fica paredes-meias com o Parque da Cidade e bem junto do futuro Centro de Alto Rendimento.
Rua Raimundo de Carvalho reabilitada
Para que tudo esteja conforme a segurança necessária, além de garantida a segurança do equipamento foi necessário projetar alterações na Rua Raimundo de Carvalho, porta de entrada na freguesia de Oliveira do Douro.
Assim, a autarquia fará uma intervenção nesta via no valor de 800 mil euros, precisamente no troço entre entre a Rotunda de Bartolomeu Dias e o Largo da Lavandeira. Perante o elevado fluxo de trânsito, este local será reabilitado, mantém os dois sentidos, terá passeios, o dobro do estacionamento e ainda uma pequena esplanada relvada.
A fim das obras está previsto igualmente para julho, precisamente na altura em que o Centro Escolar do Parque da Cidade fica concluído.

“Noite Solidária com”

O Departamento de Acção Social da Junta de Freguesia de Vilar de Andorinho tem vindo a comprovar a crescente dificuldade das famílias em cumprir ou mesmo iniciar planos de tratamento farmacológicos prescritos, em consequência da situação sócio economica actual.

Face a esta realidade, emerge então a necessidade de se procurar outras soluções para se poder apoiar condignamente as famílias. Uma das soluções encontradas pelo departamento foi a organização de um concerto – “Noite Solidária com” – cujas verbas angariadas vão reverter para o apoio à aquisição de medicamentos para as famílias carenciadas da freguesia.

O evento vai acontecer no dia 30 de março, sexta-feira, e conta  com a participação dos ilustres personagens, João Paulo Rodrigues & Pedro Alves (Quim Roscas e Zeca Estacionâncio), para além do grupo musical TrocoPasso e da cantora Catarina Pereira.

Interesses da Afurada estão acima de qualquer reforma

Com a reorganização da administração local à porta, poucos se arriscariam a comemorar o aniversário de elevação a freguesia. Mas, na Afurada, o executivo resolveu contrariar este pensamento e, durante quatro dias, celebrou os 60 anos. A iniciativa serviu para marcar esta data e homenagear os homens da terra. Por um lado, os que levam o nome da comunidade aos quatro cantos do nosso país, concretamente os jogadores profissionais de futebol. Por outro, as coletividades afuradenses que desempenham um importante papel na comunidade. E, finalmente, os pescadores que são a essência desta característica vila piscatória. Eduardo Matos assegura que a celebração teve apenas este significado: marcar a história desta população. Porém, o autarca está atento. E, quanto à fusão/redução de freguesias diz apenas que quer que se garantam os interesses dos afuradenses, nomeadamente a descentralização de serviços administrativos. A ser feita a anexação, Eduardo Matos prefere que seja a Santa Marinha, não estando preocupado, para já, qual o cargo que poderá ocupar na nova área geográfica.

Por que é que decidiu celebrar o 60.º aniversário da freguesia?

Porque são 60 anos. Quando nós começamos a trabalhar, pensamos logo em celebrar esta data. Ao contrário do que se possa pensar, não tem nada a ver com a ver com a reforma que está em curso. Não havia história de comemorações. Foi uma forma de evocar a data, durante quatro dias, envolvendo a própria comunidade. Fundamentalmente, serviu para fazer um encontro de contas com a história e com uma série de individualidades afuradenses. Fizemos uma homenagem a ex-atletas. Hoje nem é necessário haver alguém natural da freguesia para a Afurada aparecer nos jornais. Hoje a Afurada tem o seu proprio protagonismo. Mas há uns anos, esse conjunto de pessoas fez com que a Afurada aparecesse nos jornais, ainda que em letras muito pequeninas, a reboque dessa gente. Também serviu para homenagearmos as associações e coletividades da freguesia, dar a conhecer tudo o que têm feito em prol desta freguesia e, finalmente, homenagear aquilo que é, e continuará a ser, a força desta terra: a comunidadde piscatória! Fizemos uma homenagem a todos os pescadores. Quer os do ativo, quer aqueles que infelizmente já desaparecerem e que ao longo destes 60 anos muito fizeram pela comunidade. Portanto, o aniversário serviu para tudo isto. Foi esta a razão principal que, efetivamente, decidimos comemorar os 60 anos.

E poderá ser o último aniversário da freguesia, tendo em conta a reorganização que será levada a cabo nos próximos meses?

Podemos celebrar sempre. Quando quisermos, até todos os dias, a Afurada. Isso é que é realmente importante. Seja uma freguesia, ou não, para mim e para todos os afuradenses, podemos sempre celebrar a Afurada.

Ficou visível, no discurso do representante dos pescadores, que a população está contra esta reforma das freguesias…

O executivo, a assembleia de freguesia já se manifestou dizendo o que pensa sobre este tema. O que digo, o que posso dizer, e isso é o que vai acontecer, é que nós estamos à altura e seremos capazes de defender até ao último momento aquilo que consideramos ser os interesses quer da Afurada quer da sua população.

Que interesses são esses?

São variadíssimos. Sobretudo são interesses relacionados com a população. Agora, se me quiser perguntar se somos contra ou a favor… é verdade que o pescador subiu ao púlpito e disse que estavam contra… é a opinião do povo! Está gravada, está escrita. Nós aprovamos uma moção, em assembleia de freguesia, a dizer exatamente o que acabei de referir: até ao último minuto, nós iremos garantir e defender os interesses da comunidade.

E não tem receio que o Lugar da Afurada seja absorvido pela freguesia onde vai ser anexado?

Não.

Prefere Santa Marinha ou Canidelo?

A Afurada há 60 anos era, administrativamente falando, anexada a Santa Marinha. Foi desanexada. Há um ditado popular que diz: um bom filho à casa mãe volta. O que é normal, o que é lógico, na eventualidade dessa fusão, é que esse tal bom filho à casa mãe volte. Já estou a responder. Agora, nem sei sequer de onde virá essa ideia de podermos ir para Canidelo. Eu tudo farei, porque sou um bom filho para voltar à casa mãe.

Uma das exigências deverá ser a permanência de alguns serviços administrativos aqui na freguesia…

Com toda a certeza. Não vejo isso de outra forma. Garantir que os afuradenses, muitos deles já com alguma idade, não tenham de ir a Santa Marinha para tratar, por exemplo, de um atestado. E mais: a lei é clara. Não se vão despedir os funcionários que temos. Não se vai demolir o edifício da junta de freguesia. Não! Faz sentido é garantirmos que esse tipo de serviços permaneçam na própria comunidade, ou seja, no edifício atual da junta. Não vejo de outra forma.

E, tendo em conta que não podem ser dispensados funcionários, onde é que se encaixa o atual presidente da junta da Afurada? Sendo integrado, na nova área geográfica, o que se adequa a si? Que cargo lhe apetece preencher?

Sinceramente, neste momento, apetece-me ter saúde, até porque recentemente tive um problema de saúde, para continuar a fazer algo por esta comunidade e pela Afurada. Se é como presidente, se é como vice presidente… neste momento não me interessa. Sinceramente…

Até porque tem de esperar que seja definida a Lei de Limitação de mandatos…

O que me interessa é continuar a fazer algo por esta comunidade. E terei muito que fazer, como sempre tive. E nessa realidade da nova área administrativa continuarei a ter muito trabalho em prol da comunidade. Sinceramente, neste momento o cargo não me interessa. Não me interessa se é A, B ou C o presidente. A razão que me move neste momento, e é por ela que me vou debater, dentro dessa possibilidade da reorganização, é que possamos defender os melhores interesses da população. Defender que não seja severamente penalizada por uma reforma que, em meu entender, corre o risco de ser uma reforma feita à pressa e em cima do joelho. Ainda assim, reconheço que terá de ser feita por imposição da Troika.

Afurada quer monumento aos pescadores

“Decidiu a junta, juntamente com a assembleia de freguesia, celebrar de uma diferente, única ao longo destes 60 anos, o aniversário da nossa freguesia”. Foi esta a forma que o presidente da autarquia local iniciou o discurso da sessão solene.

Com esta iniciativa, a autarquia quis fazer uma homenagem a um conjunto de pessoas que evocou o nome da freguesia durante muitos anos. Por exemplo, todos os ex-atletas afuradenses, nomeadamente Vitor Baía. Depois todas as coletividades e associações, incentivando-as a continuar a desenvolver o importante trabalho em prol da comunidade. E, finalmente, Luís Filipe Menezes, sendo o “autarca que mais pugnou pela freguesia nos seus 60 anos de história” e “homenagear a identidade desta terra que são os pescadores. Todos, sem excepção”, revelou Eduardo Matos.

“Nós não somos melhores, nem somos piores que a população das outras freguesias. Mas somos diferentes em tudo” e, esta diferença, deve-se ao papel dos pescadores, já que, ao longo destes anos, para além de um fator económico determinante para o desenvolvimento da comunidade, também ajudaram a “cimentar as carateristicas e a tipicidade genuína desta terra”, enalteceu o edil afuradense.

Eduardo Matos, ao contrário da grande maioria dos homens da comunidade, não é pescador, por imposição do próprio pai. Apesar disso, o autarca resolveu aproveitar a presença de muitos afuradenses para incentivar os mais jovens a “irem para o mar”. Até porque “é um setor, face à crise que estamos a atravessar, onde não houve austeridade. O que significa que é um setor onde vale a pena apostar, onde vale a pena investir”, afirma o edil.

“Hoje o mar, face às novas tecnologias, já não é tão perigoso”, explica, “daí lançar este apelo aos jovens”. O executivo vai continuar a promover o curso aos jovens que permite a aquisição da Cédula Marítima porque a pesca é uma aposta para quem não tem emprego.

O edil aproveitou a presença de alguns vereadores da câmara para levar um pedido ao presidente: a edificação de um verdadeiro monu-mento em homenagem aos pescadores e que marque o setor da pesca”.

Pescadores unidos

O mestre Fernando foi a voz de todos os pescadores homenageados. Visivelmente emocionado, mostrou o desagrado da comunidade em deixar de ser freguesia e justifica que esta nova realidade deve ser contrariada. “Devemos lutar até ao último momento, mas de forma ordeira porque não queremos ser conhecidos como povo desordeiro”.

“Somos um povo único, com tradições únicas e por isso não podemos ser apenas o Lugar da Afurada”, explicou o pescador. O mestre recebeu uma das maiores ovações do dia, ou não fosse ele o espelho desta gente do mar.

Os quatro dias de festa terminaram com o descerramento de uma “humilde placa” em honra dos pescadores, bem como com o lançamento de uma coroa de flores ao mar, em honra dos homens que perderam a vida na faina, ao longo destes 60 anos.

“Troque Coisas por Sorrisos”

Unidade Móvel Solidária vai percorrer todas as  freguesias do município de Novembro até Abril de 2012

Chama-se “Troque Coisas por Sorrisos” a nova campanha de sensibilização ambiental que o município de Gaia está a promover, em parceria com a SUMA. Esta acção vai acompanhar a Unidade Móvel Solidária REUTILÂNDIA®.

Partindo da premissa de que o que para uns é “tralha”, para outros é uma ajuda preciosa e bem-vinda, a REUTILÂNDIA® recolhe objectos úteis: móveis, electrodomésticos, loiças, roupas, acessórios, calçado, carrinhos de bebé, brinquedos, livros, objectos de decoração e muitas outras coisas, que ainda estão prestáveis e podem ser trocados.

Com o objectivo de conseguir um real envolvimento de todos os munícipes, esta viatura itinerante vai efectuar circuitos mistos, de recolha e distribuição de utilidades. Parqueando em locais de fácil acesso e de grande fluxo populacional, segundo um esquema pré-definido e divulgado através desta campanha, entre 03 de Novembro e 28 de Abril de 2012.

“A cada objecto por si entregue, corresponde o sorriso de quem o recebe” é o mote da campanha que, para além de ser solidária, evita que objectos em bom estado e ainda com vida útil sejam encaminhados para aterro. Desta forma, poupam-se recursos financeiros e materiais, ao mesmo tempo que se contribui para a preservação do Ambiente, através do princípio da REUTILIZAÇÃO: voltar a usar dando uma nova vida aos objectos entregues.

Para além da entrega directa na REUTILÂNDIA® é disponibilizada uma linha telefónica solidária, para marcação prévia de situações de recolha ao domicílio. Veja aqui o itinerário da Unidade Móvel Solidária…

Campanha de Recolha de Alimentos em Valadares

Pelo segundo ano consecutivo, o PSD de Valadares vai levar a efeito uma Campanha de Recolha de Alimentos. A iniciativa vai decorrer nos dias 3 e 10 de Dezembro, na loja Socremer (R. José Monteiro Castro Portugal, n.º 2465).

Os alimentos, não perecíveis, após serem recolhidos e processados serão entregues às 30 famílias mais carenciadas de Valadares.”Este é o nosso principal objectivo, no entanto pela estimativa que fizemos do ano de 2010 poderemos alargar a mais famílias este nosso contributo”, refere Nuno Mota Soares, presidente do núcleo social-democrata local.

A colaboração de todos é extremamente importante para fazer desta campanha a maior iniciativa de solidariedade directa de apoio aos Valadarenses.

Aulas de dança ao luar na Madalena

Os Ragga Soul, um grupo de dança do Porto criado pelas duas primeiras bailarinas de “Ragga Jam” do país, vai promover uma sessão de aulas de danças de rua pela noite dentro, no próximo dia 29 de Outubro, entre as 21h30 e a 02h00, no Muxima Bar, na Madalena, em Vila Nova de Gaia.

O evento “Ragga Soul – Chill Out dancing night” destina-se a profissionais e amadores e mesmo a quem nunca experimentou a dança. Os estilos leccionados passarão pelo  “Hip Hop Dance”, “Ragga/ DanceHall”, “House Dance” e “B-Boying”. Para uns será um contacto usual, para outros será uma descoberta de novas formas de dança.

No final do treino nocturno, os Ragga Soul e os Afrolatinconnection farão três actuações. Finalmente, abrir-se-ão duas pistas de dança até de madrugada, uma com música relacionada com os estilos de dança abordados na formação (“Hip-Hop”, “House” e “Dancehall”) e outra para quem quiser experimentar uns passos de “Salsa” (danças latinas) ou “Kizomba” (danças africanas).

O preço das aulas é de 10€, com pré-inscrição, e 15€ no dia do evento.

Preocupações sociais são prioridade

Freguesia de Vilar do Paraíso vestiu-se a rigor e marcou presença na inauguração das renovadas instalações do Centro Social S. Pedro. Menezes e Marco António reencontram-se em Gaia, pela primeira vez, após a saída do numero dois para a secretaria de Estado da Solidariedade Social, em finais de Junho

Pouco depois das 15h30, chegava o tão desejado momento para a comunidade de Vilar do Paraíso. A inauguração formal do espaço renovado do Centro Social S. Pedro. E a comunidade respondeu ao apelo, marcando presença na festa.
D. Manuel Clemente, juntamente com o presidente da junta local, Elísio Pinto, o secretário de Estado da Solidariedade Social, Marco António Costa, e o presidente da câmara de Gaia descerraram a lápide que marca o evento. Curiosamente, o único nome que não está perpetuado na mesma é o do autarca gaiense, Luís Filipe Menezes.
O Bispo do Porto benzeu o reabilitado equipamento e, em comitiva, foi recebido pelo coro da instituição vilarense. A música dos utentes do Centro de Convívio agradou os convidados, que a esta altura já se tinham apoderado do espaço.
Os discursos da praxe é que não podiam faltar. Mas, antes que o edil de Vilar tomasse a palavra, deu o exemplo de como as instituições devem procurar meios de sustentabilidade. É que o Centro Social assinou um protocolo com a TEGOPI (uma empresa local) no valor de 15 mil euros. Uma permuta que apenas contribui para o bem estar de todos os utentes.
Seguiu-se Elísio Pinto. “Orgulhoso e emocionado” por esta renovação, mas também pela ajuda e empenho que todas as colectividades, instituições e comunidade em geral mostraram na concretização deste projecto. Mas não ficará por aqui o desempenho do Centro Social. “Dentro de 30 dias, este mesmo espaço, estará a servir perto de 40 refeições diárias”, assegurou o presidente de junta. O passo seguinte é, naturalmente, a abertura da valência de Centro de Dia. Um sonho que poderá estar para breve. Ainda assim, o autarca fez questão de salientar ao membro do Governo que, “no contexto actual e no futuro que se avizinha, não estamos em condições de vos pedir nada. Estamos sim em condições de vos ajudar”. Elísio Pinto quis demarcar bem a postura que assumiu até agora, posição essa que privilegiou a sensibilização da sociedade civil e o tecido empresarial para concretizar algumas obras, deixando de lado a subsidiação camarária e até do Estado.
Marco António Costa agradeceu. Não só o facto de não pedirem mais, mas, acima de tudo, pela ajuda que estas instituições prestam à comunidade em que se inserem, encetando um trabalho que seria de responsabilidade do Governo.
“É uma honra muito grande voltar à minha terra, voltar aos meus amigos e ver esta obra de uma comunidade”, enalteceu o ex-numero dois da câmara de Gaia, que só é possível porque Elísio Pinto é “um homem que sabe o que pode colher, porque cultiva esta gestão de proximidade”.
Seguiram-se as palavras de Filipe Menezes e do Bispo do Porto, escutadas por uma sala repleta de gaienses.
A inauguração acabou com a actuação da Academia de Música de Vilar do Paraíso.
De salientar que estas obras incidiram sobretudo na estabilidade e segurança do próprio edifício, um investimento que rondou os 135 mil euros. A requalificação acontece após candidatura ao programa Mases (Medidas de Apoio à Segurança dos Equipamentos Sociais), que assegurou metade do investimento. O restante foi pago pela própria instituição vilarense.
O Centro Social de S. Pedro de Vilar do Paraíso abriu as portas em Setembro de 2000 e alberga as valências de Centro de Convívio (com 20 utentes) e Apoio Domiciliário (18 vilarenses). Este apoio assume as valências de higiene do utente e do espaço onde se encontra, lavagem de roupa e refeições.

Menezes quer Marco António para o suceder
“Estamos todos à espera que resolva os problemas que tem lá a resolver em Lisboa e venha para os bons ares da área metropolitana do Porto”. Ou seja, Menezes continua a apostar em Marco António Costa para liderar a candidatura à câmara municipal de Gaia, em 2013.
No início deste ano, o actual presidente já havia mostrado o mesmo desejo de ver o número dois a sucede-lo.
Apesar da realidade ter sofrido algumas alterações, com a integração de Marco António no actual Governo – como secretário de Estado da Solidariedade Social -, Filipe Menezes espera que, dentro de dois anos, a situação do país permita “libertar alguns políticos”. E em tom de brincadeira, foi ressalvando que o secretário de Estado estava vestido formalmente, como um “futuro presidente da câmara de Gaia”, enquanto que o vestuário informal que usava é semelhante a um “presidente de câmara de partida, de viagem”.
Com a primeira visita de Marco António Costa ao município, enquanto membro do Governo, ficou também esclarecida e reiterada a vontade de Menezes quanto ao sucessor social-democrata. Aparentemente, tudo permanece igual. O desejo mantém-se. Caberá ao Governo e ao próprio Marco António cumprir a vontade de Menezes e dar continuidade a uma era social democrata que marca a cidade desde 1998.
Durante a manhã, os dois intervenientes já tinham estado juntos no lançamento da primeira pedra do Lar Residencial da Rasa, da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental.
Este lar representa um investimento de 1,9 milhões de euros, financiado pelo POPH – Programa Operacional do Potencial Humano, e vai criar mais 12 respostas de atendimento a que se associa outra resposta social: um novo Centro de Actividades Ocupacionais (CAO), em Canidelo, para 60 jovens com deficiência mental. O novo equipamento vai criar 30 postos de trabalho.

Governo precisa das IPSS’s para combater exclusão social
“O Governo sozinho, as instituições públicas sozinhas não conseguem resolver o problema social do país”, afirmou o secretário de Estado da Solidariedade Social, durante a passagem por Gaia. E por isso, Marco António Costa pede ajuda à sociedade civil. E explica: “para além da sustentabilidade das instituições sociais, são importantes valores como a proximidade, o voluntariado e as parcerias, quer através de mecanismos do poder local, quer através dos apoios do Governo. Nós queremos criar soluções para a situação de enorme gravidade que antevemos para os portugueses. Por isso, precisamos de ajuda. O Governo pede ajuda à sociedade civil para combater os fenómenos de exclusão social que se aproximam”.
O social-democrata salientou que o Governo colocou no Orçamento do Estado, “pela primeira vez”, uma verba destinada a um plano de emergência social. Ao todo, “são 200 milhões de euros que são colocados no plano e procuraremos com esta verba e outras medidas fazer chegar o apoio junto dos portugueses que mais carecem”.

Centro Social de S. Pedro de Vilar do Paraíso requalificado

É já no dia 22 de Outubro que o Centro Social de S. Pedro de Vilar do Paraíso vai abrir as portas após alguns meses de requalificação do edifício sede. Estas obras incidiram sobretudo na estabilidade e segurança do próprio edifício, um investimento que rondou os 135 mil euros.
A requalificação acontece após candidatura ao programa Mases (Medidas de Apoio à Segurança dos Equipamentos Sociais), que assegurou metade do investimento. O restante foi pago pela própria instituição vilarense.
O Centro Social de S. Pedro de Vilar do Paraíso abriu as portas em Setembro de 2000 e alberga as valências de Centro de Dia (com 20 utentes) e Apoio Domiciliário (18 vilarenses). Este apoio assume as valências de higiene do utente e do espaço onde se encontra, lavagem de roupa e refeições.
Esta será a primeira vez que Marco António Costa regressa a Gaia, após a tomada de posse enquanto secretário de Estado da Segurança Social, no final de Junho de 2011.
O presidente da junta de Vilar do Paraíso mostra-se muito satisfeito com esta obra. “É um momento tão importante da vida ainda recente do ‘nosso’ Centro Social”. Elísio Pinto salienta que esta é “uma prova inequívoca de apoio aos esforços de desenvolvimento desta obra social tão importante para todos”.

PROGRAMA – 15h00

Recepção às Individualidades:
Bispo do Porto, D. Manuel Clemente;
Secretário de Estado, Marco António Costa;
Presidente do Município, Luís Filipe Menezes;
Presidente da Assembleia Municipal, César de Oliveira;
Pároco de Vilar do Paraíso, Pd. José Manuel;
Presidente do Executivo da J. Freguesia, Elísio Pinto,
e outras Individualidades.

Descerramento da Lápide de Inauguração;
Visita às Instalações;
Declamação de um Poema (por uma utente do Centro Social);
Vídeo do Projecto para o Andar do Edifício-Sede;
Actuação do Coro do Centro Social;
Intervenções;
Lanche-Convívio;
Actuação de músicos da Academia de Música de V. Paraíso.

IMI e Derrama à taxa máxima

Câmara aprova medida em reunião do executivo e PS acusa autarquia de penalizar a classe média gaiense. Diploma segue agora para a assembleia municipal

O executivo da câmara de Gaia aprovou, com os votos favoráveis da maioria, a implementação das taxas máximas do IMI e Derrama. Perante esta deliberação, os vereadores do PS consideram que esta medida incrementada pela autarquia apenas demonstra “falta de preocupação social”.
“A lei prevê que o município possa cobrar até 0,7 e 0,4 do valor do imóvel, mas há municípios que optaram por não cobrar as taxas máximas, tendo em conta as dificuldades actuais”, esclareceu Eduardo Vítor. “Nós fizemos essa proposta mas a câmara de Gaia insistiu porque tem dificuldades financeiras”, acrescentou o socialista em declarações à Lusa.
Posto isto, para o líder da oposição, esta atitude da edilidade “é completamente errada e penaliza a classe média” gaiense. Ou seja, se a opção fosse não cobrar os valores máximos definidos e não votasse contra a proposta rosa apresentada, “a câmara municipal dava um sinal de preocupação social e não o quis dar”, votando contra a proposta dos socialistas.
A título de exemplo, e para sustentar a estranheza das opções tomadas pelo executivo da câmara, Eduardo Vítor registou que “o FC Porto paga menos” pela cedência do Centro de Treinos e Formação Desportiva Olival/Crestuma do que uma família por uma habitação tipologia T3 no centro do concelho, que tem de dispensar 1200 euros de IMI por ano.
De registar que, ainda na mesma última reunião de câmara, foi aprovado o estacionamento gratuito de 11 lugares na freguesia de Pedroso – que segundo o socialista equivalem a 12 mil euros -, bem como a cedência de uma parcela de terreno para construção da via panorâmica – uma obra que deve arrancar na próxima quinta-feira.
“A câmara está a seguir maus exemplos, cobrando o que pode aos que não podem fugir e isto socialmente não é justo. Nós apresentámos uma proposta, mas a câmara insistiu na ideia porque tem dificuldades financeiras”, concluiu Eduardo Vítor.

Defesa da câmara
Perante as acusações feitas pela oposição, a defesa saiu pela voz do vice-presidente da autarquia, ao dizer que “os parâmetros máximos aplicados ao IMI e Derrama é o que é feito há 20 anos”.
“O PS apresentou uma proposta simbólica que não tinha qualquer efeito prático nas famílias. Nesta altura, com os cortes feitos às autarquias e face ao investimento contínuo em Gaia, não parecia lógico fazer essa redução, mesmo que simbólica”, justificou Firmino Pereira.
Uma vez aprovadas pelo executivo camarário, o debate sobre os mesmos assuntos segue agora para a assembleia municipal, local onde devem ser aprovados pela maioria parlamentar PSD-PP.

Esquadra de Canidelo está finalmente em construção

Um milhão de euros é quanto vai custar a nova esquadra da Policia de Segurança Pública, em Canidelo. Após alguns anos de espera, a autarquia deu, finalmente, inicio a uma obra importante para o município, que deverá estar concluída dentro de um ano. A futura esquadra servirá mais de 40 mil munícipes das freguesias de Canidelo, Madalena e Valadares.
Este é apenas um investimento dos muitos que o presidente da câmara tem projectados para o concelho:  “os próximos dois anos serão marcados por outras obras que, apesar da crise, serão uma realidade porque fizemos o trabalho de casa e obtivemos co-financiamento de fundos comunitários, da administração central e de privados”.  Seguem-se projectos como a esquadra de Valadares, o recomeço da construção do Centro Cultural, a obra na frente de mar entre Canidelo e Granja (superior a 6 milhões de euros), a conclusão da Marina de Gaia, o pavilhão das Pedras, as piscinas de Pedroso e Avintes, assim como complementar os parques industriais de Serzedo, Canelas e Avintes.
Para Filipe Menezes, Gaia deve ser considerada um exemplo ao nível nacional, já que continua a ser feito investimento e a serem feitas obras de relevo: “num país em crise, num país parado, num país onde não há dinheiro para nada, nós apresentamos estes exemplos”. Para o autarca estas são “obras de dimensão metropolitana e constituem um factor de melhoria da economia local e da recuperação do país”.

Inaugurado três anos depois da data prevista
Em Fevereiro de 2008, o então ministro Ministro da Administração Interna, Rui  Pereira, presidiu em Vila Nova de Gaia a uma cerimónia de transferência de competências territoriais entre a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP).
Nesse mesmo dia, a autarquia cedeu um terreno para a construção da nova Esquadra da PSP, ao lado do centro de saúde. Dizia o vice-presidente gaiense de então, Marco António Costa, que esta alteração só traria benefícios para os munícipes. “De número de 20 efectivos da GNR passa para 50 da PSP e de apenas um veiculo, a nova esquadra, irá contar agora com seis”.
Cinco meses depois, em Julho de 2008, o secretario de Estado da Administração Interna, Rui Sá Gomes, assinou um protocolo com a câmara para a construção deste equipamento, assim como um semelhante para a freguesia de Valadares.
Nessa altura, foram anunciadas as datas da finalização das obras: a de Canidelo durante 2009 e a de Valadares em 2010.
Prestes a entrar no ultimo trimestre de 2011, comprova-se nestas duas obras o que vem acontecendo um pouco por todo o país. As inaugurações destes equipamentos, quando se concretizam, são com atrasos abismais. Ainda assim, Canidelo está em vantagem já que pelos menos, a obra, já está no terreno.
A inauguração está prevista para o final do verão de 2012.

Regimento tem novo comandante

Coronel Mendes Ferreiro assume funções no Quartel da Serra do Pilar

O Regimento de Artilharia N.º 5 tem novo comandante. O coronel José Mota Mendes Ferreiro tomou posse no último dia 2 e substitui no cargo o coronel Pedro Miguel Gomes da Silva, que desde Julho de 2009 assumia funções no Quartel da Serra do Pilar.

De registar que a cerimónia incluiu a continência das forças em parada, seguindo-se a transferência de comando e desfile das forças em parada em continência ao novo comandante. Por fim, todos os oficiais e sargentos da unidade apresentaram-se ao coronel Mendes Ferreiro no salão nobre do quartel, seguindo-se uma visita a toda a unidade.

Desde já se agradecem as cartas de despedida e de chegada dos dois coronéis enviadas à direcção do Notícias de Gaia.

Canelas ainda mais apetecível com o Festival da Francesinha

Pelo segundo ano, os olhos dos apreciadores das Francesinhas estão voltados para Canelas. Mesmo não sendo nenhuma maravilha gastronómica portuguesa, os apreciadores desta especialidade sabem bem que é junto da comunidade canelense que pode apreciar os melhores espécimes. Molho, confecção e originalidade, tudo junto num só espaço. As opções são imensas, já que 12 restaurantes estão presentes na 2.ª Festa da Francesinha, num espaço anexo à Igreja.

Agradam a ‘gregos e a troianos’. E perfumam o ambiente da freguesia de um modo muito peculiar, que satisfazem os pecadores da gula. Nos vários standes pode conhecer as especialidades. Umas a lenha, outras em forno normal. O importante é que estes estabelecimentos se dão a conhecer ao público. E atraem centenas de pessoas ao local.

O objectivo é claro: “Tornar Canelas cada vez mais conhecida”, explicou a presidente da junta local. Esta iniciativa “dinamiza a freguesia para que as pessoas, os canelenses nomeadamente, tenham algum evento onde possam passar algumas noites agradáveis”, claro que assim também se “ajuda e dá visibilidade aos restaurantes que participam”, clarifica Adelaide Canastro.

Organizada pela junta, a festa conta também com momentos musicais diários. Grupos diversos e com distintos estilos musicais. Durante sete dias juntam-se a boa comida com um pezinho de dança. Uma boa ideia, já que ajuda a fazer a

Presidente da AM, César de Oliveira, e a presidente da JF de Canelas, Adelaide Canastro

digestão da francesinha e contribui para a boa disposição dos visitantes. Este ano conta com um stand diferente: a ‘Barraquinha das batatas fritas’. Depois das ‘reclamações do ano anterior, um grupo de funcionárias da junta voluntariou-se para assegurar que os visitantes apreciadores das francesinhas especiais não ficam defraudados. Há batata frita a sair quentinha a toda a hora, complementando a especialidade. Não faz concorrência aos restaurantes e agrada aos que vão jantar!

Se está a pensar em começar uma dieta, este talvez não seja o local certo para visitar. Mas, se por outro lado, se permite cometer alguns ‘crimes’ gastronómicos (esperemos que apenas esporadicamente) então… visite a festa da Francesinha. Este é o local perfeito! Como está junto à igreja, os santinhos dão uma ajudinha para minimizar este pecadinho mortal! Mas vá rápido! A festa termina já este sábado! TT

Programa

15 de Setembro | Noite de Anedotas e Cantares Populares | Com Marco,  Fernando Braga e Paulo Costa)

16 de Setembro | Pililica Show

17 de Setembro | Musica de Baile com a Banda Ponto Fixo

A fé continua presente em Olival

A pequena freguesia de Olival mostrou-se enorme durante as festas em honra da Nossa Senhora dos Remédios. Durante quatro dias, a população saiu em peso e reuniu-se em Seixo-Alvo, nesta  romaria com grandes tradições e caracterizada pela enorme devoção à santa.

E agora, com acessos renovados, foram muitos os que das localidades vizinhas também não deixaram escapar a data e mostraram a própria fé.

Igreja iluminada, rua abrilhantada e até as famosas barraquinhas com as farturas e as pipocas foram aspectos muito bem organizados. E, claro, o bailarico. Muitos artistas conhecidos nesta tradicional festa. O humorista Fernando Rocha, os dançarinos ao som dos grupos ‘os solitários’, AS Band e Irmãos Leaid, bem como o que de mais tradicional o concelho tem, com as actuações dos ranchos folclóricos de Crestuma e Olival.

Mas há um momento nestas festas muito solene: o da majestosa procissão. Aconteceu na manhã de domingo e teve uma enorme adesão. O orgulho nos andores e a fé que une os olivalenses à Nossa Senhora dos Remédios ficou, mais uma vez, bem demarcada nesta cerimónia religiosa.

Por outro lado, outro momento muito atractivo teve lugar no último dia. Muitos foram ao Seixo-Alvo para assistir ao espectáculo do duo Miguel e André, dois artistas muito carismáticos e populares do panorama nacional. Depois, a música deu lugar ao grandioso espectáculo de fogo de artifício. Bem junto à igreja, os foguetes foram lançados, colorindo a noite quente e fazendo a alegria das centenas de espectadores.

“É a primeira vez que aqui venho. Já tinha ouvido falar da festa e até conheço bem Olival, mas não esta zona aqui. Estou a gostar muito e como está uma noite quente é muito agradável estar aqui”, revelou Jorge Morais, um morador da freguesia de Pedroso.

Quem não perde uma festa é Ana Silva: “Todos os anos venho com o meu marido aqui. E este ano, como veio o Miguel e o André, eu não podia mesmo faltar! Aproveito para dar uma voltinha e comer uma fartura.”

A festa em honra da Nossa Senhora dos Remédios até pode ser mais uma das muitas que acontecem pelo município. No entanto, continua a manter o cariz religioso e a atrair a freguesia inteira, provando que há tradições e devoções que devem ser mantidas.

Gaia valoriza empreendimentos sociais com hortas e jardins

O município de Gaia está a desenvolver um projecto de promoção e manutenção de Hortas Comunitárias e Jardins de usufruto público para a população residente nos empreendimentos sociais do concelho.

Depois da implementação do projecto-piloto  - no empreendimento social Alberto Martins Andrade, em S. Félix da Marinha, em 2007, e do alargamento ao empreendimento social Dr. Mário Cal Brandão, em Avintes, em 2009 – chegou agora a vez de replicar estas experiências de sucesso no empreendimento social D. Manuel Martins, em Oliveira do Douro.

Contudo, ao contrário dos casos anteriores, a implementação do presente projecto assenta numa lógica de envolvimento intergeracional dos moradores e alargamento a toda a comunidade da freguesia. Crianças, pais e avós iniciaram já um trabalho comunitário em prol do seu empreendimento, e contam também com a colaboração dos idosos do Centro Paroquial e Social de Oliveira do Douro que se disponibilizaram a partilhar a sua sabedoria com estas famílias.

Outras ajudas chegaram da própria junta de freguesia que já cedeu as ferramentas necessárias ao tratamento dos terrenos (pás, enxadas, ancinhos), do Parque Biológico de Gaia que está a apoiar através do acompanhamento técnico e ambiental e da cedência de algumas espécies para cultivar e estilhas de madeira para o revestimento dos terrenos. E, ainda, de um horto da freguesia que se disponibilizou a doar algumas sementes e a abrir as portas aos munícipes envolvidos no projecto para aquisição de novos conhecimentos.

Os trabalhos tiveram início com a delimitação dos terrenos a tratar, através da colocação de gradeamento uniforme, de modo a preservar os espaços dos animais domésticos.

O envolvimento dos munícipes na preservação e manutenção dos espaços comuns dos empreendimentos sociais representa uma das preocupações do Departamento de Habitação da Gaiurb e traduz a vontade expressa dos próprios munícipes em servirem de exemplo positivo das vivências no parque habitacional social.

A valorização dos empreendimentos sociais através da implementação de hortas e jardins e da mobilização dos moradores para o seu tratamento e manutenção corresponde a um procedimento habitual do Departamento de Habitação da Gaiurb, mas o processo pode variar de acordo com os espaços disponíveis. Nos casos de S. Félix da Marinha e Avintes, as hortas assentam num processo de distribuição de talhões aos moradores interessados, enquanto no caso recente de Oliveira do Douro, a implementação incide numa lógica de preservação dos espaços comuns existentes nas diferentes entradas do empreendimento, tendo sido mobilizada a comunidade para um trabalho intergeracional e em parceria com entidades exteriores.

Trata-se de uma componente da intervenção da Gaiurb que visa, essencialmente, sensibilizar, motivar e premiar os moradores para a preservação e manutenção dos espaços comuns, numa lógica de promoção de relações de boa vizinhança.

 

Incêndio destrói 17 carros em Sandim

Polícia Judiciária investiga causas do fogo num stand de usados

Um incêndio deflagrou num stand de automóveis usados em Sandim e 17 viaturas ficaram totalmente destruídas. Tudo aconteceu na madrugada desta sexta-feira e as causas do incidente ainda estão por apurar.

O caso está entregue à Polícia Judiciária, que já está a investigar o que terá estado na origem do fogo. Segundo relato de uma testemunha, que depois de ouvir as várias explosões assistiu ao sucedido, dois indivíduos terão alegadamente saído apressadamente do local e numa motorizada. Assim, não está colocada de parte a hipótese de mão criminosa, talvez um ajuste de contas.

Certo é que o incêndio foi totalmente controlado por quatro corporações de bombeiros, num total de 26 homens e seis viaturas, que ainda conseguiram com que o fogo não chegasse a alguns automóveis que se encontravam no topo de uma estrutura.

Festas de Canidelo atraem milhares de pessoas

Até parecia um espaço pequeno, mas, lentamente, o átrio da Igreja de Canidelo transformou-se num palco com milhares de pessoas. Segundo os responsáveis pelo evento, mais de 20 mil pessoas passaram pela festa em honra de Santo André – o padroeiro da freguesia – e do Milagroso São Vicente de Ferrer.

Os mais velhos em busca das animadas noites com os verdadeiros artistas. Os mais novos do comboio veloz, dos elásticos e, claro, dos carrinhos de choque. Obviamente, os pijamas, as meias e a bijuteria também estiveram presentes na festa da terra.

Dois momentos altos durante os quatro dias de festa. Por coincidência, no mesmo dia, no último domingo. Um mais religioso e durante a tarde: a Procissão. O outro mais festivo durante o concerto da noite com o rei das cantigas e das rimas malandras Quim Barreiros.

A Banda Musical 1.º de Agosto e a Fanfarra de Coimbrões deram o mote para a grandiosa procissão. Os andores com Santo André e S. Vicente foram apenas dois dos muitos que percorreram as principais ruas que envolvem a igreja matriz. Este marco cristão já ultrapassou a barreira da freguesia. Centenas de pessoas visitam Canidelo para assistir ao desfile de andores, que incluem os mais conhecidos santos. Serão, seguramente, devotos que não perdem esta oportunidade para ver a imagem dos protectores.

E depois? Nada melhor do que a música rapioqueira de um dos mais queridos artistas portugueses. “Antes de começar, eu quero agradecer e pedir uma salva de palmas à Comissão das Festas de S. Vicente e de Santo André de Canidelo!” Foi assim que Quim Barreiros começou a noite mais concorrida e animada da freguesia. E ninguém melhor do que o Rei das Festas para começar em grande mais um concerto popular. O cantor arrancou uma salva de palmas ao público e,de seguida, umas boas gargalhadas e um pezinho de dança que aqueceu a noite.

Nem mais uma pessoa cabia em redor da igreja, mas, mesmo sentindo-se como ‘sardinhas em lata’, o bailarico não podia faltar.

O acordeão dava o mote para mais um concerto memorável. Na saída, a tradicional fartura não faltou para aconchegar o estômago do mais velho, e o churro para o mais pequeno.

Pelo palco passaram nomes como os ‘Reciclagem’, os ‘Baby Dance’, a Noite de Folclore, a Comédia Musical ‘Sarilhos’ e ainda a ex-concorrente da Casa dos Segredos, Andreia Leal, para uma sessão de autógrafos.

Estas são festas religiosas de longa tradição. Realizam-se no segundo domingo de Julho e veneram S. Vicente Férrer e Santo André, padroeiro da Paróquia, que também se festeja no domingo mais próximo da sua festa litúrgica, 30 de Novembro. A par da parte religiosa – Missa Solene, Sermão e Procissão – não falta a alegria da música e dos foguetes, a par das diversões.

“Desgostoso pela desigualdade”

Estas festividades são organizadas por uma comissão de festas, que contam exclusivamente com o apoio da junta, do comércio local e da população canidelense. “São as festas possíveis para o orçamento possível da freguesia”, revelou o presidente da autarquia de Canidelo. Fernando Andrade, mostrou-se satisfeito por ter corrido tudo “dentro da normalidade”, mas diz-se “desgostoso pela desigualdade”. E explica: “estas festas não têm a mínima hipótese se ser comparadas com, por exemplo, as do S. Pedro da Afurada. No nosso caso, a câmara não ajuda. Mas este sentimento não é só meu. Esta tristeza é sentida por outros colegas meus. Tenho a certeza que se for falar com alguns presidentes de junta, que também fizeram festas na freguesia, eles também se vão mostrar injustiçados. Esta é a verdade!”

Ainda assim, o autarca diz que não vai deixar de manifestar esta “desigualdade sentida pela junta e pela comunidade que representa” a quem de direito, mas “no local certo e olhos nos olhos. É assim que eu gosto de fazer as coisas”.

Recorde-se que, em 2010, as festas de S. Pedro receberam um apoio da câmara de 40 mil euros e que, este ano, apesar de ainda não estar quantificado, a autarquia também deverá apoiar as festividades da Afurada.

Andrade sublinha ainda que foram gastos certa de 25 mil euros na festa de Santo André e S. Vicente, ou seja “um pouco mais de 10%” do que foi gasto pela freguesia vizinha nas festas do padroeiro.